Início › Dicas de destino › Pantanal
Mato Grosso e Mato Grosso do Sul

Pantanal

Safáris, passeios de barco e noites de fazenda na maior planície alagável do mundo, casa da onça-pintada.

Melhor épocaA seca, de maio a setembro, é a melhor fase para ver animais. Com menos água, os bichos se concentram perto dos rios e lagoas e as estradas ficam em melhor estado. Outubro e novembro, no começo das chuvas, também rendem bons avistamentos. De novembro a março chove bastante e faz muito calor, com máximas perto dos 35 graus; a paisagem fica alagada e bonita, mas alguns acessos pioram. No inverno a média fica em torno de 21 graus, e as noites podem esfriar de verdade. A temporada de onças no norte vai, em geral, de maio a novembro.
Quanto tempo ficarFique de 3 a 5 noites na mesma pousada. Os avistamentos dependem de sorte e repetição, e os traslados são longos demais para uma passagem rápida.
Como chegarO Pantanal tem duas portas de entrada. Para o Pantanal Norte, o voo é para Cuiabá: Poconé fica a cerca de 100 km do aeroporto, Barão de Melgaço a pouco mais de 115 km e Cáceres a uns 215 km. Para o Pantanal Sul, o voo é para Campo Grande: Aquidauana está a cerca de 135 km, Miranda a 200 km e Corumbá a mais de 420 km. Corumbá e Bonito também têm aeroporto, com menos voos. Do aeroporto até a pousada o trajeto é por estrada, muitas vezes com trecho final de terra, por isso o traslado costuma ser contratado junto com a hospedagem.

Por que ir

O Pantanal ocupa mais de 150 mil km² entre o Mato Grosso e o Mato Grosso do Sul e é a maior planície alagável do planeta. É reconhecido pela Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade e Reserva da Biosfera. Na prática, é o melhor lugar do Brasil para ver bicho solto: jacarés, capivaras, araras, tuiuiús e, com alguma sorte, a onça-pintada.

A viagem é diferente de um destino de cidade. Você se hospeda em uma pousada ou fazenda no meio do campo, e é ela que organiza os passeios do dia, as refeições e os deslocamentos. O ritmo é o da natureza: acordar cedo, sair para o safári, descansar no calor da tarde e voltar a campo no pôr do sol.

Combina com quem gosta de fotografia, observação de aves, pesca esportiva e vida de fazenda. Famílias com crianças maiores costumam aproveitar muito.

O que fazer

Safári fotográfico

É a atividade principal. Em veículo aberto, com guia, você percorre estradas de fazenda e campos alagados atrás de jacarés, veados, capivaras, tamanduás e aves. As saídas são cedo ou no fim da tarde, quando os animais estão mais ativos.

Em busca da onça-pintada

O Pantanal é considerado o melhor lugar do mundo para observar o maior felino das Américas. A região de Porto Jofre, no fim da Transpantaneira, concentra as saídas de barco dedicadas a isso. O avistamento nunca é garantido, mas na seca as chances são altas.

Passeio de barco ou chalana

Navegar pelos rios mostra o Pantanal de outro ângulo. Do barco se vê ariranhas, aves pescando e jacarés nas margens. Em algumas fazendas o passeio inclui a pesca de piranha e termina com o pôr do sol na água.

Focagem noturna

Depois do jantar, o guia sai com um holofote para procurar os animais de hábito noturno. Os olhos dos jacarés brilham na luz, e pode aparecer cervo, lobinho, jaguatirica ou tamanduá.

Observação de aves

Araras, tucanos, papagaios, garças e o tuiuiú, ave-símbolo da região, estão por toda parte. Leve binóculo. Projetos de conservação, como o que protege a arara-azul, atuam em várias fazendas.

Cavalgada pantaneira

O cavalo é o transporte tradicional do peão do Pantanal e chega aonde o carro não vai. Os passeios são em ritmo lento, atravessando campos e áreas alagadas, e servem até para quem nunca montou. Algumas fazendas deixam o visitante acompanhar a lida com o gado.

Pesca esportiva

Dourado, pintado, pacu e piranha são os peixes mais procurados. É preciso tirar uma autorização ambiental estadual, e a pesca é liberada, na maior parte da região, de março a outubro. Muitas pousadas organizam tudo, com barco e piloteiro.

Trilhas, canoagem e torres de observação

Caminhadas curtas pela mata, passarelas suspensas sobre áreas úmidas e torres ajudam a ver ninhos e macacos de perto. A canoagem em rios calmos é uma forma silenciosa de chegar perto dos animais.

Transpantaneira

A estrada-parque parte de Poconé e corta o Pantanal Norte por terra batida e dezenas de pontes de madeira. O próprio trajeto já é um safári, com jacarés e aves à beira da pista. A maior parte das pousadas do norte fica ao longo dela.

Festas e eventos

Em junho, Poconé realiza a Cavalhada, festa de origem portuguesa em que cavaleiros enfeitados encenam batalhas entre cristãos e mouros. Em agosto, Cáceres recebe um grande festival internacional de pesca esportiva, com competições e shows.

Passeios e bate-voltas

Safári de um dia saindo de Cuiabá

Para quem tem pouco tempo, há um passeio de dia inteiro que percorre os primeiros 65 km da Transpantaneira, com paradas para observar a fauna, almoço em uma pousada e passeio de barco à tarde. É longo, mas dá uma boa amostra do Pantanal Norte.

Dia de fazenda em Miranda

No Pantanal Sul, fazendas da região de Miranda abrem para visitantes passarem o dia. O programa reúne safári em carro aberto, trilha suspensa, chalana, pesca de piranha, almoço e pôr do sol. Costuma ser feito por quem está hospedado em Bonito.

Bonito

A 300 km de Campo Grande, é o complemento natural de uma viagem ao Pantanal Sul. Tem flutuação em rios transparentes, grutas e cachoeiras. Três ou quatro dias a mais resolvem.

Bodoquena

A cerca de uma hora de Bonito, na Serra da Bodoquena, oferece rios cristalinos, trilhas com cachoeiras e atividades mais radicais, como rapel em plataforma alta.

Chapada dos Guimarães

Fica a menos de 70 km de Cuiabá e combina bem com o Pantanal Norte. O parque nacional tem paredões, cavernas e cachoeiras, com destaque para o Véu de Noiva e para os mirantes da região.

Roteiro sugerido

Dia 1

Chegada a Cuiabá ou Campo Grande e traslado até a pousada, já observando animais pela estrada. Fim de tarde na varanda e primeira focagem noturna.

Dia 2

Safári fotográfico ao amanhecer. Depois do almoço e do descanso, passeio de barco pelo rio com pôr do sol na água.

Dia 3

Cavalgada pela manhã, atravessando campos e alagados. À tarde, trilha curta e subida à torre de observação ou pesca de piranha.

Dia 4

Dia dedicado à atividade que mais interessa: saída de barco em busca de onças, pesca esportiva ou observação de aves com guia.

Dia 5

Último passeio cedo e retorno ao aeroporto. Quem tem mais tempo segue para Bonito ou para a Chapada dos Guimarães.

Onde comer e o que provar

Cozinha pantaneira

Peixe de rio é a base: pintado, pacu, dourado e piraputanga, servidos com farinha de mandioca, pirão, abóbora e banana. A cozinha tem influência indígena, dos bandeirantes paulistas e dos africanos escravizados. Carne bovina e jacaré também aparecem.

Refeições na pousada

Como as hospedagens ficam longe das cidades, quase todas trabalham com pensão completa. A comida é caseira e farta. Vale avisar com antecedência sobre restrições alimentares.

Poconé (Pantanal Norte)

Na cidade de entrada da Transpantaneira, o Casarão Pantaneiro serve carne-seca e costela com mandioca no jantar, e o Tradição Restaurante e Pizzaria tem comida brasileira e pizzas. O Espaço do Turista, na entrada da cidade, junta comida regional e artesanato.

Aquidauana e Anastácio (Pantanal Sul)

O Amarelinho, em Anastácio, é conhecido pelos peixes da região, à la carte ou em rodízio. Em Aquidauana, o Rancho do Pescador fica na entrada da cidade e o La Garcia, no distrito de Piraputanga, serve pintado e pacu ao urucum. Para churrasco, O Laçador.

Onde ficar

Pantanal Norte: Transpantaneira

A maioria das pousadas está ao longo da estrada-parque, a partir de Poconé. É a região mais indicada para quem sonha em ver onça, principalmente perto de Porto Jofre. Há desde opções simples até lodges de alto padrão, quase sempre com pensão completa.

Pantanal Sul: Aquidauana e Miranda

Fazendas tradicionais que recebem hóspedes, com vida de campo, cavalgadas e dois passeios por dia incluídos em muitas delas. É o trecho de acesso mais fácil a partir de Campo Grande e combina com Bonito.

Pantanal Sul: Estrada Parque e Corumbá

Região de rios largos, boa para pesca e passeios de barco. As hospedagens ficam em áreas bem preservadas e mais isoladas, à beira do Rio Miranda. O deslocamento desde Campo Grande é longo.

A escolha do hotel depende das datas e do seu perfil: a nossa equipe indica as melhores opções em cada região.

Bom saber

Vacina

A vacina contra febre amarela é recomendada e deve ser tomada pelo menos 10 dias antes da viagem. Ela é gratuita na rede pública.

Fuso horário

Mato Grosso e Mato Grosso do Sul estão uma hora atrás do horário de Brasília.

Voltagem

A maioria das cidades usa 110 volts, mas algumas localidades adotam 220 volts. Confirme com a hospedagem antes de ligar seus aparelhos.

Dicas de quem entende

  • Leve roupas claras de manga comprida e calça leve. Protegem do sol e atraem menos mosquitos do que as escuras.
  • Repelente, protetor solar, chapéu e bota ou tênis fechado são itens obrigatórios na mala.
  • Confira o que está incluído na diária. Algumas pousadas incluem todos os passeios, outras cobram cada atividade à parte.
  • Pergunte se a pousada aceita cartão. Em áreas isoladas, as despesas locais podem ser só em dinheiro.
  • Algumas hospedagens usam gerador, que é desligado em certos horários. Leve lanterna e bateria extra para celular e câmera.
  • Binóculo e uma câmera com zoom fazem muita diferença nos safáris.
  • Para pescar é preciso ter a autorização ambiental do estado e respeitar o período de defeso. A pousada orienta como tirar.
  • Não espere sinal de celular nem internet rápida. Avise a família antes de entrar na estrada de terra.
  • Guarde seu lixo durante os passeios e nunca alimente os animais.

Veja também

Todos os guias →