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São Paulo

Campos do Jordão

Frio de montanha, fondue, chocolate e araucárias na cidade mais procurada da Serra da Mantiqueira.

Melhor épocaO inverno é a alta temporada. Em julho a cidade fica cheia e animada, com o festival de música clássica, e as mínimas giram em torno de 8 graus, podendo chegar a zero. Entre abril e outubro chove pouco e o céu costuma ficar limpo, bom para os mirantes. No verão as máximas ficam por volta de 19 graus, com mais chuva, menos gente e preços melhores. Para pegar frio sem multidão, maio, junho e agosto fora dos feriados são boas escolhas.
Quanto tempo ficarTrês ou quatro dias bastam para a Vila Capivari, os principais parques e um ou dois passeios gastronômicos. Um fim de semana prolongado já rende bem.
Como chegarNão há voos comerciais para a cidade. O caminho é voar até São Paulo, por Congonhas ou Guarulhos, e seguir cerca de 180 km por estrada, de transfer, carro alugado ou ônibus de linha a partir do Terminal Tietê, viagem de umas três horas. Na cidade, os atrativos são espalhados, então vale ter carro ou contratar os passeios com transporte.

Por que ir

Campos do Jordão fica a mais de 1.600 metros de altitude, na Serra da Mantiqueira, e é o destino de inverno mais conhecido do Sudeste. A paisagem é de montanhas e araucárias, e o centrinho, a Vila Capivari, tem construções em estilo alpino, lojas de malha, chocolaterias, cervejarias e restaurantes de fondue.

Nos arredores há parques com jardins, trilhas e atividades para crianças, mirantes a mais de 2.000 metros e um bom circuito de cultura, com museus e música clássica.

É viagem clássica de casal, pela lareira e pela boa mesa, mas funciona muito bem em família: tirolesa, teleférico, pedalinho e arvorismo garantem a diversão dos pequenos.

O que fazer

Vila Capivari

É o coração turístico da cidade. As fachadas em enxaimel, adotadas nos anos 1970 para atrair visitantes, abrigam restaurantes, cafés, bares e galerias com roupas de frio, couro e decoração. O Boulevard Genève é o trecho mais conhecido. A Casa do Artesão vende trabalhos de artistas locais.

Parque Capivari e Morro do Elefante

O teleférico sobe do parque até o alto do Morro do Elefante, com vista para a cidade. Embaixo há roda-gigante, trenó de montanha, pedalinho e carrossel. É programa certo com crianças.

Pico do Itapeva

A 2.030 metros, é o mirante mais alto da região, com vista para montanhas, campos e as cidades do Vale do Paraíba. O parque no topo tem lago e um jardim de lavandas. Vá em dia de céu aberto e leve agasalho, venta bastante.

Parque Amantikir

Jardins inspirados em diferentes países, com mais de 700 espécies de plantas, labirintos e mirantes. É um dos passeios mais bonitos da cidade e pede pelo menos duas horas.

Horto Florestal

O Parque Estadual de Campos do Jordão protege mais de 8 mil hectares de mata com araucárias. Tem trilhas sinalizadas entre rios e pequenas quedas d'água, arvorismo, tirolesa, pedalinho e restaurantes.

Palácio Boa Vista

A antiga residência de inverno do governador hoje é museu, com mais de 1.800 obras de arte, mobiliário e louças históricas. O destaque é o conjunto de pinturas de Tarsila do Amaral.

Museu Felícia Leirner e Auditório Claudio Santoro

As esculturas em bronze e cimento da artista polonesa estão espalhadas por um jardim com vista para a serra. No mesmo terreno fica o auditório que recebe os principais concertos do Festival de Inverno.

Mosteiro de São João

As monjas beneditinas mantêm jardins bem cuidados e uma loja de artesanato. No fim da tarde há canto gregoriano na capela, aberto aos visitantes.

Ducha de Prata

Uma sequência de pequenas quedas d'água a menos de 2 km da Vila Capivari, cercada por barracas de malhas, artesanato e chocolate. Parada rápida e simpática.

Bosque do Silêncio e Tarundu

Dois parques de lazer em área verde. O Bosque do Silêncio tem arvorismo longo, minigolfe, paintball e um café com tábuas de queijo e truta. O Tarundu reúne mais de 20 atividades, como tirolesa, tobogã e passeio a cavalo.

Chocolaterias

Chocolate quente é quase obrigatório. A Chocolate Montanhês funciona desde 1979 na Praça São Benedito. A Liege serve fondue e morango com chocolate, e a Spinassi tem loja de fábrica com bombons e licores.

Passeios e bate-voltas

Parque da Cerveja

Em uma área grande cercada de araucárias, a visita mostra a fabricação da cerveja local, tem um pequeno museu e termina em degustação, incluindo um rótulo feito com pinhão. O mirante do parque é atração por si só.

Vinícola em São Bento do Sapucaí

A cerca de 17 km, no Vale do Baú, a Villa Santa Maria recebe visitantes para conhecer os vinhedos e a produção, com degustação em um terraço de frente para a serra.

Almoço no Horto

Dentro do parque estadual, o restaurante Dona Chica trabalha com ingredientes de pequenos produtores da serra, como cogumelos, queijos, truta e pinhão. Dá para combinar a refeição com as trilhas.

Chá da tarde na montanha

Um dos hotéis mais antigos da cidade, na parte alta, serve um chá da tarde tradicional em salão com vista para os jardins e o pôr do sol. É bom reservar.

Fábrica da Baden Baden

A cervejaria que ajudou a tornar Campos conhecida abre a fábrica, a 7 km da Vila Capivari, para tour com degustação.

Santo Antônio do Pinhal

A 16 km, a cidade vizinha é mais pacata, com restaurantes e empórios de produtos da região. O Pico Agudo, a 1.700 metros, é ótimo para ver o pôr do sol.

Aparecida

O Santuário Nacional fica a cerca de 70 km. Além da basílica, há museu, mirante e um bondinho até o Morro do Cruzeiro. Bate-volta fácil para quem quer incluir fé no roteiro.

Roteiro sugerido

Dia 1

Suba ao Pico do Itapeva pela manhã, com parada na Ducha de Prata. À tarde, passeie pela Vila Capivari e pegue o teleférico do Morro do Elefante. Fondue no jantar.

Dia 2

Manhã no Horto Florestal, com trilha e almoço lá dentro. À tarde, Palácio Boa Vista, Museu Felícia Leirner e canto gregoriano no mosteiro. Com crianças, troque a parte cultural pelo Bosque do Silêncio.

Dia 3

Parque Amantikir pela manhã. À tarde, chá em um dos hotéis tradicionais ou chocolate quente em Capivari.

Dia 4

Escolha entre o Parque da Cerveja e a vinícola em São Bento do Sapucaí. Se sobrar tempo, estique até Santo Antônio do Pinhal antes de pegar a estrada.

Onde comer e o que provar

Fondue e raclette

É o jantar símbolo da cidade. O Só Queijo, há cinco décadas em Capivari, é especializado e serve à la carte em salão com lareira.

Truta e pinhão

São os ingredientes da serra. A truta aparece grelhada, com amêndoas ou em receitas mais elaboradas, e o pinhão entra em risotos, farofas e até na cerveja.

Choperia Baden Baden

Aberta em 1985, é o ponto mais disputado da Vila Capivari. Chope da casa com salsichas, chucrute e batatas, em clima alemão.

Pastelão do Maluf

Pastel gigante, de mais de 30 centímetros, com recheios variados. Lanche barato e tradicional, com várias unidades.

Carnes

O Libertango é uma churrascaria argentina com cortes como ojo de bife e alfajor de sobremesa. O Krokodillo tem cardápio enorme, de fondue a carnes exóticas, e mesas boas para grupos.

Cozinha de chef

A Confraria do Sabor tem ambiente elegante com lareira e vista para as montanhas. O Vila Chã serve cozinha portuguesa, com bacalhau e arroz de coelho.

Opção vegetariana

O restaurante Alquimia tem cardápio todo sem carne, inclusive um fondue de queijo com tofu defumado.

Onde ficar

Vila Capivari

Para fazer tudo a pé, do jantar ao chocolate quente. É a região mais concorrida e a mais cara, principalmente em julho.

Arredores de Capivari

Bairros a um ou dois quilômetros do centrinho têm pousadas tranquilas, muitas com lareira e vista para as araucárias. Boa relação entre sossego e proximidade.

Alto da Boa Vista e parte alta

Hotéis maiores, em áreas verdes, com piscina aquecida e lazer. Indicados para famílias e para quem vai de carro.

Entrada da cidade e Abernéssia

Opções mais econômicas, perto do portal e do comércio local. Exigem deslocamento até Capivari.

A escolha do hotel depende das datas e do seu perfil: a nossa equipe indica as melhores opções em cada região.

Bom saber

Voltagem

A rede elétrica é de 110 V.

Festival de Inverno

Acontece desde 1970 e é o maior evento de música clássica da América Latina. Ocupa o mês de julho com orquestras e grupos convidados.

Dicas de quem entende

  • Leve roupa de frio em qualquer época. Mesmo no verão as noites são frescas, e no inverno a temperatura pode chegar perto de zero.
  • Julho e feriados de inverno lotam. Reserve hospedagem e restaurantes com antecedência e espere trânsito na chegada.
  • Fora da alta temporada a cidade é mais calma e barata, e o frio continua presente de maio a agosto.
  • Os atrativos ficam longe uns dos outros. Sem carro, prefira passeios com transporte ou use táxi e aplicativo para trechos curtos.
  • Deixe os mirantes para a manhã, quando o céu costuma estar mais limpo.
  • Malhas e roupas de couro são as compras típicas. Compare preços entre as galerias de Capivari antes de fechar.
  • No Festival de Inverno, em julho, há concertos gratuitos na Praça Capivari e pagos no Auditório Claudio Santoro.
  • A estrada de serra tem muitas curvas. Quem enjoa deve se prevenir.

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