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Mato Grosso do Sul

Bonito

Rios transparentes, grutas e cachoeiras no destino de ecoturismo mais organizado do Brasil.

Melhor épocaDá para ir o ano todo. O verão é quente, com máximas perto dos 35 graus, e concentra as chuvas. O inverno é seco e ameno, com mínimas em torno de 15 graus em julho, e é quando os rios ficam mais transparentes para a flutuação. Já a cor do lago da Gruta do Lago Azul costuma ficar mais intensa entre dezembro e março. Julho tem o Festival de Inverno, com shows, teatro e cinema, e dezembro tem o Festival da Guavira. Férias e feriados lotam, então os passeios precisam ser reservados cedo.
Quanto tempo ficarReserve de 4 a 6 dias. Os passeios ficam espalhados e ocupam meio dia ou o dia inteiro, então com menos tempo você precisa escolher entre flutuação, grutas e cachoeiras.
Como chegarBonito tem um aeroporto regional a 14 km do Centro, mas com poucos voos. A maioria dos viajantes chega pelo aeroporto de Campo Grande, que tem mais opções de rota, e segue por estrada os cerca de 300 km até a cidade. Saindo de Belo Horizonte, o mais comum é voar com conexão. Dentro de Bonito, os atrativos ficam de 9 a 60 km do Centro, por isso é preciso contratar transporte para os passeios ou alugar um carro. As estradas rurais são bem sinalizadas.

Por que ir

Bonito fica no Mato Grosso do Sul, em uma faixa onde o Cerrado encontra trechos de mata mais fechada. O resultado é uma natureza muito variada, com rios de água tão clara que dá para ver os peixes do barco, grutas com lagos azulados e trilhas que terminam em cachoeira.

A cidade em si é pequena e simples. Quase tudo o que interessa está na zona rural, em fazendas e reservas a poucos quilômetros do Centro. Os passeios têm guia, número limitado de visitantes e horário marcado, então a viagem funciona melhor quando é planejada com antecedência.

Combina com famílias com crianças a partir de 5 ou 6 anos, casais e grupos de amigos que gostam de água e de caminhar. Quem busca aventura encontra rapel, arvorismo e bote. Quem quer só descansar tem os balneários.

O que fazer

Flutuação no Rio da Prata

É um dos passeios mais completos da região, a cerca de 50 km do Centro. Você entra na água na nascente do Rio Olho d'Água e desce com a correnteza, de máscara e snorkel, até encontrar o Rio da Prata. A quantidade de peixes e plantas aquáticas impressiona. O passeio inclui almoço e tem idade mínima.

Barra do Rio Sucuri

O Sucuri é considerado um dos rios mais cristalinos do país. Depois de uma trilha curta e de um treino com o equipamento, um barco leva o grupo rio acima e a volta é feita flutuando. No fim, dá para nadar perto do deque.

Aquário Natural

Fica a 9 km do Centro, na nascente do Rio Baía Bonita. A flutuação percorre cerca de 900 metros entre peixes coloridos e vegetação submersa, com a sensação de estar dentro de um aquário. O lugar ainda tem piscinas naturais, cachoeiras e uma espécie de tirolesa que cai na água.

Nascente Azul

A 33 km da cidade, combina uma flutuação mais curta com tempo livre no Lago da Capela, que tem prainha, cascata, bar e restaurante. É uma boa escolha para quem viaja com crianças menores e tem estrutura para cadeirantes.

Gruta do Lago Azul

O cartão-postal de Bonito. Uma caminhada curta e quase 300 degraus levam até o lago, que ganha um azul forte quando o sol entra pela abertura da gruta. Quanto mais cedo a visita, melhor a luz. Não é permitido nadar e é obrigatório ir de tênis ou papete. A gruta passa por fechamentos temporários, então confirme se está aberta antes de fechar o roteiro.

Grutas de São Miguel

A 18 km do Centro, é uma visita seca e tranquila para conhecer estalactites, estalagmites e formações que lembram corais. Antes de entrar, é comum ver araras no jardim da propriedade. Não é indicada para quem tem dificuldade de locomoção.

Abismo Anhumas

O passeio mais radical da região. Você desce 72 metros de rapel até um deque dentro de uma caverna alagada e depois flutua no lago, entre formações calcárias. Exige treinamento no dia anterior, idade mínima de 12 anos e peso mínimo. As vagas são poucas.

Buraco das Araras

Uma cratera de mais de 100 metros de profundidade onde vivem araras-vermelhas. Uma trilha plana de 900 metros pelo Cerrado leva aos mirantes, de onde se vê as aves voando de um paredão ao outro. Fica a 58 km de Bonito e tem acesso para cadeirantes. Costuma ser combinado com o Rio da Prata no mesmo dia.

Estância Mimosa

Fazenda a 25 km do Centro com trilha pela mata ciliar do Rio Formoso e várias paradas para banho em cachoeiras e piscinas naturais. O almoço caseiro é opcional e vale a pena. Também há cavalgada para quem quiser esticar o dia.

Boca da Onça

A cachoeira que dá nome à fazenda tem 156 metros de queda. Para chegar, a trilha tem cerca de 4 km e muitos degraus, com paradas para banho em outras quedas pelo caminho. É o passeio de trilha mais puxado e fica a 62 km de Bonito. Quem gosta de adrenalina pode incluir o rapel.

Passeio de bote no Rio Formoso

Um trecho de 6 km em bote de borracha, passando por três corredeiras e uma cachoeira. É leve, divertido e costuma virar guerra de água entre os botes. Macacos e aves aparecem com frequência nas margens.

Balneários e Praia da Figueira

Para um dia sem compromisso, os balneários do Rio Formoso oferecem água limpa, peixes, tirolesa e estrutura de alimentação. O Balneário Municipal e o Balneário do Sol são os mais conhecidos. A Praia da Figueira é uma lagoa com caiaque, pedalinho, redário e restaurante.

Passeios e bate-voltas

Um dia no Pantanal

Fazendas da região de Miranda, a cerca de 160 km de Bonito, recebem visitantes para passar o dia. O programa costuma incluir safári em carro aberto, passeio de chalana com pesca de piranha e almoço pantaneiro. É a chance de ver jacarés, tuiuiús e, com sorte, ariranhas. Quem tem mais tempo pode dormir uma noite e fazer a focagem noturna.

Cachoeiras da Serra da Bodoquena

Passeio de dia inteiro a 78 km de Bonito. Uma trilha de 2,5 km passa por oito cachoeiras do Rio Betione, com paradas para banho, e o dia termina com um trecho de bote. O almoço está incluído. Não é indicado para quem tem mobilidade reduzida.

Arvorismo no Rio Formoso

Circuito nas copas das árvores, a cerca de 15 metros do chão, com 18 obstáculos e duas tirolesas, uma delas terminando dentro do rio. Dura em torno de uma hora e aceita crianças a partir de 1,15 m de altura.

Compras na fronteira

Ponta Porã e a paraguaia Pedro Juan Caballero ficam a 280 km de Bonito. Quem está de carro e tem um dia sobrando encontra lojas de departamento com eletrônicos, roupas e perfumes. Só compensa em viagens mais longas.

Roteiro sugerido

Dia 1

Chegada e passeio a pé pela rua principal. Visite o Aquário de Bonito para conhecer os peixes que você vai ver nos rios e jante um peixe regional.

Dia 2

Dia de flutuação no Rio da Prata, com almoço na fazenda. Na volta, pare no Buraco das Araras para ver as aves no fim da tarde.

Dia 3

Gruta do Lago Azul logo cedo, quando a luz está melhor, ou as Grutas de São Miguel. À tarde, passeio de bote pelo Rio Formoso.

Dia 4

Trilha e cachoeiras na Estância Mimosa ou na Serra da Bodoquena. À noite, pizza e cerveja artesanal no Centro.

Dia 5

Segunda flutuação, no Aquário Natural ou na Barra do Rio Sucuri, e tarde livre em um balneário. Quem tem um dia a mais pode incluir a visita a uma fazenda no Pantanal.

Onde comer e o que provar

Peixes de rio e jacaré

A cozinha local mistura a tradição pantaneira com sabores do Cerrado. Pacu, pintado, dourado e piraputanga aparecem assados, grelhados ou em moqueca, quase sempre com pirão. A carne de jacaré também entra em vários cardápios.

Casa do João

Um dos restaurantes mais procurados da cidade. Serve traíra sem espinha, filé de cauda de jacaré e sobremesa de guavira, em um salão bem decorado com lojinha de produtos locais.

Juanita

Especializado em comida regional. O pacu assado na brasa é o prato mais pedido, e a casa também serve costela no bafo e jacaré na pedra.

Sale e Pepe

Junta pratos regionais e orientais. A piraputanga recheada com farofa de banana é a especialidade, e o sashimi de piranha é a curiosidade do cardápio.

Tapera

O carro-chefe é a picanha pantaneira, que vai ao fogo envolvida em farinha de mandioca e fica com uma casquinha crocante.

Centro Gastronômico Vila Rebuá

Espaço ao ar livre na rua principal com várias opções no mesmo lugar: hambúrguer, pizza, comida árabe, pratos veganos e churrasco. Boa saída para grupos em que cada um quer uma coisa.

Pizzas, pastéis e cerveja artesanal

Para uma noite mais leve, a Pizzaria Venus faz pizza no forno a lenha, inclusive com carne de sol. A Pastelaria Pastel Bonito tem recheios de pintado, pacu e jacaré, e o Bonito Beer serve cervejas artesanais.

Guavira e cachaça Taboa

A guavira é uma frutinha do Cerrado que vira sorvete, suco, milk-shake e bombom. Já a Taboa é a cachaça artesanal da cidade, feita com mel, servida no bar da marca com música ao vivo.

Onde ficar

Centro

É a escolha mais prática. A Rua Coronel Pilad Rebuá concentra restaurantes, bares, lojas de artesanato e agências, e dá para fazer tudo a pé à noite, depois dos passeios.

Arredores do Centro

A até 3 km da rua principal ficam pousadas e resorts com mais área verde, piscinas e bichos soltos pelo jardim. Bom para famílias e para quem quer silêncio, desde que tenha carro ou transporte contratado.

A escolha do hotel depende das datas e do seu perfil: a nossa equipe indica as melhores opções em cada região.

Bom saber

Fuso horário

O Mato Grosso do Sul está uma hora atrás do horário de Brasília. Ajuste o relógio para não perder passeio nem voo.

Voltagem

A voltagem em Bonito é 110 volts.

Documentos

RG ou CNH para embarcar e fazer o check-in. Menores de idade viajam com RG ou certidão de nascimento.

Dicas de quem entende

  • Reserve os passeios antes da viagem. Cada atrativo tem limite diário de visitantes e os mais disputados esgotam em feriados e férias.
  • Não passe protetor solar nem repelente antes das flutuações. Os produtos contaminam a água, e a roupa de neoprene já protege do sol.
  • Leve tênis ou papete que possa molhar, roupa de banho, toalha e uma troca de roupa em todos os passeios.
  • Confira a idade mínima de cada atividade se estiver com crianças. A maioria aceita a partir de 4 a 6 anos, mas Boca da Onça e Abismo Anhumas pedem mais.
  • Na Gruta do Lago Azul, prefira os primeiros horários da manhã para ver o lago com a cor mais forte.
  • Uma câmera à prova d'água ou capa estanque para o celular faz diferença. Muitos atrativos também vendem as fotos feitas pelos guias.
  • A pesca é proibida nos rios de Bonito. Os peixes servidos nos restaurantes vêm de criações e da região do Pantanal.
  • Leve um saquinho para guardar seu lixo nos passeios em áreas isoladas e descarte na cidade.
  • Se for alugar carro, calcule bem os deslocamentos. Há atrativos a mais de 50 km do Centro, parte em estrada de terra.

Veja também

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