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São Paulo

São Paulo

A maior cidade do país para comer muito bem, ver grandes exposições, fazer compras e curtir shows e teatro.

Melhor épocaDá para ir em qualquer mês, porque a maior parte dos programas é em lugar fechado. No verão as máximas chegam perto de 30 graus e chove mais, de dezembro a março, quase sempre em pancadas no fim da tarde. O inverno é seco e mais frio, com mínimas por volta de 12 graus. Outono e primavera costumam ter o clima mais agradável para caminhar pela Paulista e pelos parques. Confira a agenda antes de escolher a data: grandes eventos enchem os hotéis.
Quanto tempo ficarDe três a quatro dias para os principais museus, o centro, a Paulista e uma boa rodada gastronômica. Com seis dias ou mais, cabem parques, compras e um dia em parque de diversões nos arredores.
Como chegarSão três aeroportos. Congonhas fica dentro da cidade, na zona sul, e concentra voos nacionais. Guarulhos, o internacional, está na região metropolitana. Viracopos fica em Campinas, a cerca de 100 km. Saindo de Belo Horizonte o voo leva por volta de uma hora. Para quem hospeda perto da Paulista ou no centro, Congonhas é o mais prático.

Por que ir

São Paulo é a maior cidade da América Latina, com cerca de 12 milhões de moradores, e funciona dia e noite. Não tem praia nem cartão-postal óbvio. O que ela oferece é variedade: restaurantes de cozinhas do mundo inteiro, museus de primeira linha, teatro todos os dias da semana, shows internacionais e comércio para todos os bolsos.

A cidade recebeu imigrantes de muitos lugares, e isso aparece nos bairros. A Liberdade tem sotaque oriental, o Bixiga é italiano, a região da 25 de Março guarda a herança árabe.

É um destino ótimo para um fim de semana prolongado a dois, para viajar com crianças em busca de museus interativos e parques, ou para emendar um compromisso de trabalho com alguns dias de passeio.

O que fazer

Avenida Paulista e MASP

A avenida mais simbólica da cidade mistura escritórios, centros culturais, lojas e gente de todo tipo. Aos domingos e feriados fecha para carros e vira um grande calçadão, com músicos e artesãos. Nela fica o MASP, no prédio de Lina Bo Bardi suspenso por quatro pilares, com a coleção de arte europeia mais importante da América Latina. Em frente, o Parque Trianon preserva um pedaço de Mata Atlântica.

Centro histórico: Sé e Pátio do Colégio

A cidade nasceu no Pátio do Colégio, onde os jesuítas se instalaram em 1554. Hoje há um museu com arte sacra e objetos indígenas. A poucos passos está a Catedral da Sé, neogótica, com torres de 92 metros, e o Marco Zero na praça em frente.

Theatro Municipal

Inaugurado em 1911 e inspirado na Ópera de Paris, tem vitrais, bronzes e detalhes dourados por toda parte. Dá para assistir a concertos, óperas e balés ou fazer a visita guiada.

Mirantes: Farol Santander e Sampa Sky

O antigo Banespão, prédio dos anos 1940 que lembra o Empire State, virou centro cultural com exposições e mirante. Bem perto, o Sampa Sky fica no 42º andar e tem caixas de vidro que avançam para fora do edifício, a 150 metros do chão.

Mercado Municipal

O Mercadão, de 1933, tem vitrais alemães e pé-direito altíssimo. As bancas de frutas, queijos e temperos impressionam, mas o que todo mundo vai provar é o sanduíche de mortadela e o pastel de bacalhau. Nos fins de semana fecha mais cedo.

Luz: Pinacoteca e Museu da Língua Portuguesa

Dois museus lado a lado, junto à Estação da Luz. A Pinacoteca, de 1905, mostra arte brasileira do século 19 até hoje em um prédio de tijolos reformado por Paulo Mendes da Rocha. O Museu da Língua Portuguesa é todo interativo, com sons, sotaques e projeções. Ali perto, a Sala São Paulo ocupa uma antiga estação de trem e é a casa da Osesp.

Parque Ibirapuera e seus museus

O parque mais querido da cidade tem lagos, ciclovia, quadras e prédios de Oscar Niemeyer, como a Oca e o Auditório. Dentro dele fica o MAM, com arte moderna e um jardim de esculturas. Do outro lado da avenida, o MAC tem um mirante gratuito no último andar. A entrada no parque é livre.

Liberdade

O arco vermelho e as lanternas avisam que você chegou ao bairro oriental. Lojas vendem de utensílios a doces japoneses, e os restaurantes vão do lámen ao coreano. Aos sábados e domingos a feira da praça serve comida de rua.

Museu Catavento

Museu de ciências feito para pôr a mão. As crianças veem o cabelo arrepiar no gerador de eletricidade, tocam em meteorito e aprendem brincando. O prédio, antigo Palácio das Indústrias, já vale a visita.

Futebol: museu e estádios

O Museu do Futebol, sob as arquibancadas do Pacaembu, conta a história do esporte com muito vídeo e som, e agrada até quem não é fanático. O Allianz Parque e a arena do Corinthians têm tours pelos bastidores. O Morumbi é o maior estádio da cidade.

Vila Madalena e Beco do Batman

Bairro de bares, ateliês e livrarias. O Beco do Batman é uma sequência de vielas cobertas de grafite, das mais coloridas da cidade. Chegue de dia para passear e fique para a noite.

Zoológico e Jardim Botânico

Na zona sul, o zoológico abriga mais de 1.500 animais e tem vizinhos como o Zoo Safari. Ao lado, o Jardim Botânico é área de conservação com trilhas e jardins, mais voltado à contemplação. Para quem viaja com crianças, o Museu do Instituto Biológico tem uma exposição só de insetos.

Passeios e bate-voltas

City tour panorâmico

Em cerca de quatro horas, passa pela Paulista, Ibirapuera, Liberdade, Sé, Theatro Municipal, a esquina da Ipiranga com a São João e a Estação da Luz. Ajuda a entender a cidade no primeiro dia.

Roteiro de museus

Um tour guiado costura MASP, Pinacoteca e Museu de Arte Sacra em uma manhã ou tarde. Os ingressos costumam ser pagos à parte.

Tour cultural e gastronômico

Começa no Museu da Língua Portuguesa, passa pela Estação e pelo Parque da Luz, segue para o Bixiga e termina no Bar Brahma, na esquina cantada por Caetano Veloso em Sampa.

Hopi Hari

Parque de diversões em Vinhedo, a 72 km da capital, com cerca de 30 atrações em cinco áreas temáticas, das radicais às infantis. É programa de dia inteiro.

Esticadas pelo estado

Com mais dias, São Paulo combina com Campos do Jordão, na serra, a cerca de 180 km, com Ilhabela, no litoral, ou com as águas quentes de Olímpia e a aventura de Brotas, no interior.

Roteiro sugerido

Dia 1

City tour pela manhã para se localizar. À tarde, MASP e caminhada pela Avenida Paulista. Jantar em uma cantina do Bixiga.

Dia 2

Centro: Farol Santander, Sampa Sky, Pátio do Colégio e Sé. Almoço no Mercado Municipal. À noite, bares da Vila Madalena ou de Pinheiros.

Dia 3

Pinacoteca e Museu da Língua Portuguesa de manhã. À tarde, compras no Bom Retiro ou em um shopping. Com crianças, troque por Catavento ou zoológico.

Dia 4

Parque Ibirapuera sem pressa, com visita ao MAM e ao mirante do MAC. Fim de tarde na Liberdade.

Dia 5 (opcional)

Museu do Futebol e tour por um estádio. À noite, teatro ou show.

Dia 6 (opcional)

Dia inteiro no Hopi Hari, em Vinhedo.

Onde comer e o que provar

Pizza e cantinas italianas

A pizza paulistana é tradição, com recheio generoso. As cantinas clássicas ficam no Bixiga e no Brás. Na Bela Vista, a Famiglia Mancini serve massas e um balcão de antepastos há mais de 40 anos.

Centro: República

A Casa do Porco, do chef Jefferson Rueda, figura entre os melhores restaurantes do mundo e exige reserva ou paciência na fila. No alto do Edifício Itália, o Terraço Itália serve cozinha italiana com vista para o centro.

Jardins e Pinheiros

A Figueira Rubaiyat foi construída em volta de uma árvore centenária e é referência em carnes e peixes. O Arturito aposta em ingredientes frescos e forno a lenha. Para algo rápido, as empanadas da La Guapa.

Mocotó

Na zona norte, o chef Rodrigo Oliveira comanda a casa aberta pelo pai. Cozinha nordestina com criatividade: os dadinhos de tapioca nasceram ali.

Liberdade e cozinha oriental

Sushi, lámen, comida chinesa e coreana se concentram no bairro, mas há bons japoneses pela cidade toda.

Culinária árabe

Esfirra, quibe, kafta e tabule estão em toda parte, com raiz na região da Rua 25 de Março, onde os imigrantes do Oriente Médio se instalaram.

Padarias

A padaria paulistana é um programa. Vai da padoca de esquina, com pão na chapa e média, às casas enormes abertas 24 horas e às artesanais de fermentação natural.

Vila Madalena

O Camélia Òdòdó, da chef Bela Gil, tem cardápio vegetariano e vegano. O bairro inteiro é bom para petiscar de bar em bar.

Onde ficar

Avenida Paulista e Jardins

A melhor base para turismo. Metrô na porta, museus, lojas, restaurantes e segurança para andar a pé. Os Jardins são a parte mais sofisticada.

Centro

Perto do Theatro Municipal, dos mirantes e do Mercadão, com várias estações de metrô e diárias mais em conta. Boa pedida para quem vai às compras no Bom Retiro e na 25 de Março.

Pinheiros e Vila Madalena

Região de bares, restaurantes e lojas de rua, com clima jovem. Para quem prioriza gastronomia e vida noturna.

Itaim, Vila Olímpia e Moema

Bairros de escritórios e ruas arborizadas, perto do Ibirapuera e de Congonhas. Atendem bem quem viaja a trabalho ou quer ficar próximo do aeroporto.

Zona norte e Barra Funda

Santana e Vila Guilherme servem a quem vai a feiras no Anhembi e no Expo Center Norte. A Barra Funda fica ao lado do Allianz Parque e de casas de show.

A escolha do hotel depende das datas e do seu perfil: a nossa equipe indica as melhores opções em cada região.

Bom saber

Voltagem

A rede elétrica é de 110 V.

Agenda de eventos

Carnaval com blocos de rua e desfiles no Anhembi, Virada Cultural em maio, Parada do Orgulho LGBTQIA+ em junho na Paulista, Bienal do Livro e Bienal de Arte em anos alternados, Fórmula 1 em Interlagos em novembro e a Corrida de São Silvestre em 31 de dezembro.

Shows e teatro

Há peças e musicais em cartaz todos os dias, além de shows em casas como Cine Joia, Bourbon Street e nos estádios. Festivais como o Lollapalooza e o The Town atraem público do país inteiro.

Dicas de quem entende

  • O metrô é a forma mais rápida de cruzar a cidade nos horários de pico. Escolha hotel perto de uma estação.
  • Se for alugar carro, atenção ao rodízio municipal: um dia por semana, conforme o final da placa, o veículo não pode circular no centro expandido nos horários de pico da manhã e do fim da tarde.
  • Restaurantes famosos têm fila. Reserve com antecedência ou vá fora do horário de pico.
  • Na Rua José Paulino, no Bom Retiro, muitas lojas não têm provador. Vá com roupa justa para experimentar por cima.
  • A Rua 25 de Março fica lotada perto do Natal e do Dia das Mães. Vá cedo, de metrô, e com a bolsa na frente do corpo.
  • Aos sábados, a feira da Praça Benedito Calixto, em Pinheiros, reúne antiguidades, artesanato e barracas de comida.
  • A Rua Oscar Freire, nos Jardins, concentra as lojas de grife e bons cafés para uma pausa.
  • Muitos museus têm um dia de entrada gratuita por semana. Vale consultar antes de montar o roteiro.
  • Leve um casaco mesmo no verão: o tempo muda rápido e os ambientes fechados são bem refrigerados.

Veja também

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