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Chile

Santiago

Capital aos pés dos Andes, com vinícolas a meia hora, neve no inverno e o Pacífico logo ali.

Melhor épocaSantiago tem estações bem marcadas. O verão, de dezembro a março, é quente e seco, com máximas na casa dos 30 graus, bom para o litoral e para os passeios de natureza no Cajón del Maipo. O inverno, de junho a setembro, é a temporada de neve: não costuma nevar na cidade, mas as estações de esqui ficam a cerca de uma hora e a mínima em Santiago chega perto de 3 graus em julho. Julho é o mês mais concorrido por causa das férias escolares. O outono (março a maio) é a época da colheita das uvas e de vinhedos coloridos, e a primavera tem clima ameno e céu limpo.
Quanto tempo ficarDe quatro a seis dias. Dois para a cidade e os demais para os bate-voltas: neve ou Cajón del Maipo, uma vinícola e o litoral de Valparaíso e Viña del Mar.
Como chegarO Aeroporto Internacional Arturo Merino Benítez, também chamado de Pudahuel, fica a cerca de 17 km do centro de Santiago. De São Paulo o voo direto leva pouco mais de quatro horas; saindo de Belo Horizonte, o mais comum é fazer uma conexão. O sobrevoo da Cordilheira dos Andes na chegada já vale a janela. Carros de aplicativo têm restrições no aeroporto, então o mais prático é deixar o transporte até o hotel contratado com antecedência.

Por que ir

Santiago tem uma vantagem rara: de um mesmo hotel você sai para esquiar na cordilheira, visitar vinícolas famosas ou almoçar frutos do mar de frente para o Pacífico, tudo em bate-volta. A cidade em si é moderna e organizada, com metrô eficiente, bairros arborizados e a Cordilheira dos Andes sempre no horizonte.

O centro guarda a parte histórica, com a Plaza de Armas e o Palácio de La Moneda. Lastarria e Bellavista concentram cafés, museus e a vida noturna. Providencia e Las Condes mostram a Santiago dos prédios espelhados e dos shoppings.

É um destino que agrada perfis bem diferentes: famílias que querem mostrar a neve para as crianças, casais atrás de bons vinhos e quem gosta de compras. Também funciona como ponto de partida para outros cantos do Chile, como o Deserto do Atacama e a Patagônia.

O que fazer

Plaza de Armas e Catedral

É o marco zero da cidade, traçado em 1541. Em volta estão a Catedral, reconstruída várias vezes depois de terremotos, o prédio dos Correios e o Museu Histórico Nacional. A praça é movimentada o dia todo, com artistas de rua e jogadores de xadrez.

Palácio de La Moneda

A sede da presidência nasceu no século 18 como casa de cunhagem de moedas e foi cenário do golpe de 1973. A troca da guarda em frente ao palácio é uma cerimônia bonita de ver, e a visita guiada ao interior precisa ser agendada antes.

Mercado Central

Funciona desde o século 19 em uma estrutura de ferro tombada. Lá dentro, bancas de peixe dividem espaço com restaurantes de frutos do mar, onde a estrela é a centolla, o caranguejo gigante das águas frias do sul.

Cerro San Cristóbal

O morro mais alto da área urbana fica dentro do Parque Metropolitano. Sobe-se de teleférico ou funicular até a estátua da Virgem, de onde se tem a vista clássica de Santiago com os Andes atrás. Vá em dia de céu limpo, de preferência depois de uma chuva.

Cerro Santa Lucía

Um morro pequeno no meio do centro, transformado em parque com escadarias, fontes e mirantes. A subida é rápida. Em frente há uma feira de artesanato com peças de cobre, lã de alpaca e lápis-lazúli.

Bairro Lastarria

Poucas quadras de casarões do século 19 restaurados, hoje ocupados por cafés, livrarias, restaurantes e pequenos museus. É gostoso para caminhar no fim da tarde e fica colado no Parque Forestal e no Museu de Belas Artes.

Bellavista e La Chascona

O bairro boêmio de Santiago, cheio de bares, teatros e grafites. O Patio Bellavista reúne restaurantes e lojas em um só lugar. Ali perto fica La Chascona, uma das três casas do poeta Pablo Neruda, hoje museu.

Sky Costanera

O mirante no alto da Gran Torre Santiago, a 300 metros do chão, é o mais alto da América Latina. A vista em 360 graus ajuda a entender a geografia da cidade, encaixada entre montanhas. O fim de tarde é o horário mais disputado. No mesmo complexo fica o shopping Costanera Center.

Museus

O Museu Chileno de Arte Pré-Colombiana conta a história dos povos da América antes da chegada dos europeus e é dos melhores do continente. O Museu da Memória trata da ditadura militar. No centro, a Igreja de São Francisco, do século 16, tem um museu de arte colonial anexo.

Parque Bicentenário

No bairro de Vitacura, é um parque amplo e bem cuidado, com lagos, flamingos e pista para caminhada, cercado de prédios modernos. Bom para uma manhã tranquila ou um almoço com vista para o verde.

Passeios e bate-voltas

Valle Nevado, Farellones e El Colorado

As estações de esqui ficam entre 45 e 60 km de Santiago, por uma estrada cheia de curvas. De junho a setembro há neve, aulas para iniciantes e brincadeiras como tubing e trenó. Farellones é a mais indicada para quem nunca esquiou e para crianças; Valle Nevado é a maior e mais famosa. Fora do inverno, o passeio é panorâmico, para ver a cordilheira de perto.

Valparaíso e Viña del Mar

A cerca de 120 km, Valparaíso é uma cidade portuária de morros coloridos, funiculares e arte de rua, com centro histórico tombado pela Unesco. A vizinha Viña del Mar é mais arrumada, com praias, o relógio de flores e um moai original da Ilha de Páscoa em frente ao Museu Fonck. Dia inteiro.

Cajón del Maipo e Embalse El Yeso

Um vale aos pés dos Andes, a uns 65 km da capital. O ponto alto é a represa El Yeso, de água verde-azulada cercada de montanhas. O passeio costuma incluir o povoado de San José del Maipo e um piquenique com vista. Leve agasalho mesmo no verão.

Termas e vulcão San José

Versão mais longa do Cajón del Maipo, que chega a Baños Colina, a 2.500 metros de altitude, com piscinas naturais de água quente ao ar livre e caminhada até um mirante do vulcão. Só funciona nos meses sem neve, de outubro a maio, e exige um dia inteiro e algum preparo físico.

Vinícolas do Vale do Maipo

Concha y Toro, Santa Rita, Undurraga e Haras de Pirque ficam entre 30 e 45 km do centro e recebem visitantes com tour guiado e degustação. A Concha y Toro é a mais conhecida dos brasileiros, por causa do Casillero del Diablo. Meio dia basta para uma visita.

Vales de Casablanca e Colchagua

Para quem leva vinho a sério, há roteiros de dia inteiro que visitam três vinícolas em regiões mais distantes. Casablanca, no caminho do litoral, é forte em brancos. Colchagua é referência em tintos.

Isla Negra, a casa de Neruda no litoral

A 110 km de Santiago, a casa preferida do poeta fica de frente para o Pacífico e guarda suas coleções de objetos do mar. O túmulo dele está no jardim. A visita é feita com audioguia.

Buin Zoo

Programa para quem viaja com crianças, a pouco mais de 30 km da cidade. É um dos maiores zoológicos do Chile, com recintos amplos.

Roteiro sugerido

Dia 1

Chegada e primeiro contato com a cidade. Caminhe pelo Parque Bicentenário ou por Providencia, suba ao Sky Costanera no fim da tarde e jante por perto.

Dia 2

Centro histórico pela manhã: La Moneda, Plaza de Armas, Catedral e almoço no Mercado Central. À tarde, Cerro Santa Lucía e Lastarria. Se sobrar fôlego, visite uma vinícola do Vale do Maipo no período da tarde.

Dia 3

No inverno, dia de neve em Farellones ou Valle Nevado. Nas outras estações, Cajón del Maipo com a represa El Yeso.

Dia 4

Bate-volta a Valparaíso e Viña del Mar, com almoço de frutos do mar no litoral.

Dia 5

Manhã no Cerro San Cristóbal e em La Chascona, almoço em Bellavista e tarde livre para museus ou compras. À noite, jantar com vista ou com show típico.

Dia 6

Dia de vinhos em Casablanca ou Colchagua, ou a casa de Neruda em Isla Negra, antes do voo de volta.

Onde comer e o que provar

Frutos do mar do Pacífico

Salmão, côngrio, machas (um molusco servido gratinado com parmesão) e a centolla são as estrelas. O caldillo de congrio, sopa de peixe, é um clássico. O Mercado Central é o lugar mais tradicional para provar.

Pastel de choclo, empanadas e chorrillana

O pastel de choclo é uma torta de milho recheada com carne. A empanada chilena de carne leva cebola, ovo, passas e azeitona. A chorrillana é uma montanha de batata frita com carne, linguiça e ovo, para dividir.

Pisco sour e vinhos

O pisco é uma aguardente de uva, e o drinque feito com ele, limão e açúcar abre quase toda refeição. Entre os vinhos, prove os tintos de Cabernet Sauvignon e de Carménère, a uva que virou símbolo do Chile.

Liguria

Bar e restaurante tradicional, com unidades em Providencia e Lastarria. Bom para provar pisco, vinhos e pratos chilenos em ambiente animado.

Galindo

Em Bellavista, serve comida chilena caseira em clima boêmio e descontraído: caldo de côngrio, carnes na grelha e pastel de choclo.

Mestizo

Dentro do Parque Bicentenário, em Vitacura, com varanda de frente para o verde. Cozinha de influência latina e mediterrânea, com ceviche, polvo grelhado e centolla.

Giratorio

Restaurante em plataforma giratória no alto de um prédio em Providencia. A vista muda durante o jantar. É bom reservar.

Bali Hai

Jantar com show de danças típicas chilenas, incluindo as da Ilha de Páscoa. É bem turístico, mas divertido para uma noite diferente.

Onde ficar

Providencia

A região mais prática para a maioria dos viajantes: perto do metrô, do Costanera Center e de muitos restaurantes. Segura e boa para andar a pé.

Lastarria e Bellavista

Para quem gosta de sair à noite e ter cafés, museus e bares na porta. Fica a poucos minutos do centro histórico.

Las Condes e Vitacura

Bairros modernos e mais sofisticados, com shoppings, parques e hotéis de padrão alto. Ficam a uns 10 km do centro e mais perto da saída para as estações de esqui.

Centro

Perto da Plaza de Armas, de La Moneda e do Mercado Central, com opções mais econômicas. É movimentado de dia e bem vazio à noite.

A escolha do hotel depende das datas e do seu perfil: a nossa equipe indica as melhores opções em cada região.

Bom saber

Documentos

Brasileiro entra no Chile com RG original em bom estado ou passaporte válido. A CNH não é aceita. Não é preciso visto para turismo nem vacina de febre amarela. Guarde o comprovante de entrada entregue pela imigração, pois os hotéis costumam pedir.

Moeda

Peso chileno. É fácil trocar reais em casas de câmbio de Santiago, e os cartões de crédito são aceitos em praticamente todo lugar.

Idioma

Espanhol. Os chilenos falam rápido, mas estão acostumados com brasileiros e o portunhol resolve.

Fuso

Em parte do ano o horário é igual ao de Brasília; em outra parte, Santiago fica uma hora atrás, por causa do horário de inverno chileno.

Tomada e voltagem

220 V. As tomadas têm dois ou três pinos redondos alinhados. Os plugues brasileiros de dois pinos finos geralmente encaixam, mas vale levar um adaptador universal.

Seguro-viagem

Não é obrigatório, mas é recomendado, principalmente se a viagem incluir esqui ou snowboard. Confira se a apólice cobre esportes de neve.

Dicas de quem entende

  • A carteira de motorista não vale como documento de viagem. Leve o RG original em bom estado ou o passaporte.
  • Os passeios de neve dependem do clima e a estrada pode fechar. Marque a neve para o começo da viagem, assim dá para remarcar.
  • Não é preciso comprar roupa de neve. Há lojas de aluguel no caminho das estações, e muitos passeios param nelas.
  • A estrada para as estações de esqui tem dezenas de curvas fechadas. Quem enjoa deve se prevenir e tomar um café da manhã leve.
  • O metrô atende bem os bairros turísticos. O cartão Bip, recarregável, vale para metrô e ônibus.
  • À noite, prefira táxi ou carro de aplicativo. No centro e em áreas muito movimentadas, cuidado com celular e bolsa.
  • Nos restaurantes, é comum perguntarem se você autoriza incluir 10% de gorjeta na conta.
  • O Chile é rigoroso na fiscalização de alimentos. Não leve frutas, sementes, queijos ou embutidos na mala e declare qualquer produto de origem animal ou vegetal na chegada.
  • Para compras, o Costanera Center e o Parque Arauco são os shoppings principais, e há um outlet grande em Quilicura. Para artesanato, vá à feira de Los Dominicos, em Las Condes.
  • O ar de Santiago é muito seco. Hidratante, protetor labial e protetor solar fazem diferença, principalmente na montanha.

Veja também

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