França

Paris

Torre Eiffel, Louvre, cafés na calçada e passeios pelo Sena: a capital francesa pede tênis confortável e tempo para caminhar.

Melhor épocaA França tem estações bem marcadas. A primavera (março a maio) traz temperaturas amenas e dias de sol intercalados com chuva. O verão (junho a setembro) é a alta temporada, com dias longos e calor que pode passar dos 30 °C. No outono os dias vão esfriando aos poucos, e o inverno é rigoroso, com termômetros perto de zero ou abaixo. Para caminhar bastante com clima agradável e filas um pouco menores, os melhores períodos costumam ser abril a junho e setembro a outubro. Dezembro tem o charme da decoração de Natal, mas exige casaco pesado.
Quanto tempo ficarQuatro dias inteiros dão conta do essencial. Com seis a oito dias você inclui Montmartre, Versalhes e mais um bate-volta, sem correria.
Como chegarParis tem dois aeroportos principais: Charles de Gaulle, a cerca de 25 km do centro, que recebe a maioria dos voos vindos do Brasil, e Orly, a uns 17 km. Há voos diretos saindo de São Paulo e do Rio de Janeiro, com cerca de 11 a 12 horas de viagem; quem sai de Belo Horizonte normalmente faz uma conexão. Dos aeroportos ao hotel dá para ir de trem, táxi ou traslado contratado com antecedência.

Por que ir

Paris é uma cidade para ser vista a pé. Os grandes monumentos ficam relativamente perto uns dos outros, e entre um e outro aparecem jardins bem cuidados, padarias com cheiro de pão saindo do forno e cafés com mesinhas viradas para a rua. É esse conjunto, mais do que uma atração isolada, que faz tanta gente voltar.

A cidade se divide em 20 distritos, os arrondissements, numerados em espiral a partir do Louvre. Quanto menor o número, mais central é o endereço. Entender essa lógica ajuda a escolher o hotel e a montar os dias sem perder tempo em deslocamento.

Combina com casais, com quem gosta de arte, história, gastronomia e compras, e também com famílias: a Disneyland Paris fica a cerca de 30 km e entra fácil no roteiro.

O que fazer

Torre Eiffel e Campo de Marte

O símbolo da cidade tem mais de 300 metros de altura e impressiona de perto. Dá para subir de elevador ou encarar as escadas até os andares intermediários; o trecho final até o topo é só de elevador. O gramado do Campo de Marte, aos pés da torre, é o lugar clássico para um piquenique. À noite, a estrutura pisca por alguns minutos a cada hora cheia.

Museu do Louvre

Um dos maiores acervos do mundo, com dezenas de milhares de obras que vão da Antiguidade ao século 19. A Mona Lisa é a mais procurada e costuma ter fila na sala, então vale começar por ela. O museu é enorme e dividido em alas: escolha o que quer ver antes de entrar. Do lado de fora, a pirâmide de vidro é parada obrigatória.

Notre-Dame e Île de la Cité

A catedral gótica foi palco da coroação de Napoleão e reabriu ao público no fim de 2024, depois da restauração que se seguiu ao incêndio de 2019. Em frente a ela fica o marco zero da França, uma pequena rosa dos ventos de metal no chão, de onde se contam as distâncias das estradas do país.

Museu d'Orsay

Instalado em uma antiga estação de trem de 1900, à beira do Sena, reúne arte da segunda metade do século 19. É a casa dos impressionistas: Monet, Renoir, Degas e Van Gogh estão ali. Bem menor que o Louvre, cabe em meio período.

Arco do Triunfo e Champs-Élysées

Encomendado por Napoleão para celebrar suas vitórias, o arco tem um pequeno museu e um terraço com vista panorâmica. O acesso é por uma passagem subterrânea, não tente atravessar a rotatória. Dali começa a Champs-Élysées, avenida arborizada de quase 2 km com lojas de todos os tipos, de grifes a redes populares.

Jardim das Tulherias e Praça da Concórdia

Na outra ponta da Champs-Élysées, o jardim liga a Praça da Concórdia ao Louvre com gramados, fontes e cadeiras para descansar. Perto dali ficam a igreja da Madeleine, com colunas que lembram um templo grego, e o Grand Palais, com seu enorme telhado de vidro.

Montmartre e Sacré-Coeur

O bairro no alto da colina, no 18º arrondissement, tem ruas de paralelepípedo, praças com artistas, bares e cafés. A basílica de Sacré-Coeur fica no topo e pode ser alcançada pela escadaria ou por um funicular; a vista da cidade compensa a subida. Nas redondezas há um espaço dedicado a Salvador Dalí com centenas de obras.

Jardins de Luxemburgo e Panteão

Mais de 20 hectares de canteiros, fontes e espelhos d'água, ótimos para uma pausa entre atrações. A poucos minutos a pé está o Panteão, de arquitetura neoclássica, onde ficam os túmulos de nomes como Victor Hugo.

Hôtel des Invalides

O conjunto construído no século 17 para abrigar veteranos de guerra guarda hoje o maior acervo militar da França e o túmulo de Napoleão Bonaparte, sob a cúpula dourada. Fica no mesmo distrito da Torre Eiffel e combina bem com ela no mesmo dia.

Torre Montparnasse

O arranha-céu de 210 metros tem um dos melhores mirantes de Paris, com a vantagem de mostrar a Torre Eiffel na paisagem. Há café e bar panorâmico no alto.

Passeio de barco pelo Sena

Os barcos saem de píeres próximos à Torre Eiffel e passam sob as pontes históricas, com vista para vários monumentos. Há versões simples, de cerca de uma hora, com refeição a bordo e também no sistema de embarque e desembarque livre ao longo do dia.

Cabarés e noite parisiense

Os espetáculos de cabaré são um programa tradicional. O Moulin Rouge, em Montmartre, é o mais famoso, e o Paradis Latin é o mais antigo da cidade. Os ingressos podem incluir jantar ou apenas bebida e convém reservar antes da viagem.

Passeios e bate-voltas

Palácio de Versalhes

A 21 km de Paris, o palácio dos reis franceses é Patrimônio da Humanidade e impressiona pelos portões dourados, pelos salões e pelos mais de 800 hectares de jardins. Reserve pelo menos meio dia e separe tempo para caminhar pela área externa. Costuma fechar às segundas.

Disneyland Paris

A cerca de 32 km da capital, o complexo tem dois parques temáticos, um deles com o Castelo da Bela Adormecida. Dá para ir e voltar no mesmo dia de trem ou com transporte contratado. É o passeio certo para quem viaja com crianças.

Giverny e os jardins de Monet

A 76 km de Paris fica a casa onde Claude Monet viveu por mais de quatro décadas. Os jardins e o lago das ninfeias que aparecem em seus quadros podem ser visitados na temporada de abril a outubro.

Reims e a região de Champagne

A cerca de 90 km, a região produtora do espumante mais famoso do mundo recebe visitantes em suas caves, com degustação. Em Reims, vale ver a catedral gótica onde os reis da França eram coroados e o Palácio de Tau, ao lado.

Provins

Cidade medieval a 87 km de Paris, com muralhas e construções do século 12 bem preservadas. A Torre César tem vista ampla da região. É um bate-volta tranquilo, de cerca de seis horas.

Castelos do Vale do Loire

A cerca de 215 km, a região foi escolhida pela nobreza do Renascimento para erguer seus castelos, cercados por bosques às margens do rio Loire. É passeio de dia inteiro, normalmente com visita a dois castelos.

Monte Saint-Michel

Na Normandia, a 330 km de Paris, o vilarejo murado com a abadia no alto vira ilha conforme a maré sobe. É Patrimônio Mundial e um dos lugares mais visitados da França. A distância é grande: conte com um dia inteiro, saindo bem cedo.

Roteiro sugerido

Dia 1

Torre Eiffel logo cedo, com subida ao mirante, e piquenique no Campo de Marte. À tarde, Hôtel des Invalides. No fim do dia, passeio de barco pelo Sena para ver os monumentos iluminados.

Dia 2

Dia de Louvre. Comece pela Mona Lisa, antes que a sala encha, e siga pelas alas que mais interessam. Na saída, descanse no Jardim das Tulherias e caminhe pela Rue de Rivoli.

Dia 3

Arco do Triunfo pela manhã e descida a pé pela Champs-Élysées até a Praça da Concórdia. Atravesse o Sena e termine no Museu d'Orsay, com os impressionistas.

Dia 4

Montmartre: Sacré-Coeur, as ruas de paralelepípedo, os cafés e, se quiser, um espetáculo de cabaré à noite.

Dia 5

Palácio de Versalhes. Visite os salões pela manhã e deixe a tarde para os jardins.

Dia 6

Mirante da Torre Montparnasse, caminhada até os Jardins de Luxemburgo e o Panteão, e fim de tarde na Île de la Cité, com Notre-Dame. Havendo mais dias, encaixe Giverny, Champagne ou a Disneyland Paris.

Onde comer e o que provar

Clássicos de bistrô

Steak frites (bife com fritas e molho), boeuf bourguignon (carne cozida no vinho tinto) e steak tartare são os pratos que você vai encontrar em quase todo cardápio tradicional.

Escargots e foie gras

Os caracóis à moda da Borgonha, com manteiga, alho e salsinha, são entrada comum. O foie gras aparece grelhado ou em patê, com pão ou torradas.

Queijos e vinhos

Vá além do brie e do camembert: as queijarias da cidade têm dezenas de tipos. Uma tábua com vinho ou champanhe francês resolve um jantar leve.

Macarons e pâtisseries

O doce de amêndoas com recheio cremoso virou símbolo de Paris. A Ladurée é uma das casas mais tradicionais para provar.

Le Procope

Aberto em 1686, no 6º arrondissement, é considerado o café-restaurante mais antigo de Paris. Serve pratos típicos em um salão de decoração clássica.

Au Pied de Cochon

Brasserie tradicional perto do antigo mercado central, conhecida pela sopa de cebola, pelos frutos do mar e por funcionar madrugada adentro.

La Coupole

Em Montparnasse desde 1927, tem salão Art Déco e é referência em frutos do mar, além dos clássicos franceses.

Angelina

Casa de chá fundada em 1903 na Rue de Rivoli. O chocolate quente espesso e o doce Mont-Blanc, de merengue, chantilly e creme de castanha, costumam ter fila.

Onde ficar

8º arrondissement (Champs-Élysées)

Uma das áreas mais nobres, perto do Arco do Triunfo e das lojas de alta-costura. Para quem quer ficar no centro dos cartões-postais e aceita pagar mais por isso.

9º arrondissement (Ópera e Grands Boulevards)

Região comercial, com teatros, grandes lojas de departamento e boa oferta de metrô. Vem ganhando bares e vida noturna e tem hotéis de bom custo-benefício.

10º arrondissement (Gare du Nord e République)

Um pouco mais afastado e, por isso, mais em conta. Bem servido de transporte, é opção para quem quer economizar e também para quem vai pegar trem para outros países.

16º arrondissement (Trocadéro)

Bairro residencial e tranquilo, perto do Trocadéro e do Bois de Boulogne, com hotéis de onde se avista a Torre Eiffel. Bom para quem busca sossego.

17º e 18º arrondissements (Montmartre)

Mais longe do centro, com clima de bairro, menos turistas e noite animada. Para quem já conhece Paris ou prefere viver a cidade como morador.

A escolha do hotel depende das datas e do seu perfil: a nossa equipe indica as melhores opções em cada região.

Bom saber

Documentos

Brasileiros entram como turistas sem visto por até 90 dias, com passaporte válido por pelo menos três meses além da data de saída da Europa. É exigido seguro-viagem com cobertura mínima de 30 mil euros. A União Europeia está implantando uma autorização eletrônica de viagem (ETIAS) para quem não precisa de visto: confirme com a agência se ela já vale na data da sua viagem. Não há exigência de vacina.

Moeda

Euro. Cartões internacionais são aceitos em praticamente todo lugar; vale ter algum dinheiro em espécie para pequenas despesas.

Idioma

Francês. Em hotéis, museus e restaurantes de áreas turísticas, o inglês resolve.

Fuso

Quatro horas à frente de Brasília. Durante o horário de verão europeu, do fim de março ao fim de outubro, a diferença sobe para cinco horas.

Tomada/voltagem

220 volts. O padrão francês de tomada é diferente do brasileiro: leve um adaptador universal.

Dicas de quem entende

  • Leve o tênis mais confortável que tiver. A maior parte dos pontos turísticos se liga a pé, e o trânsito parisiense não compensa.
  • Quanto menor o número do arrondissement, mais central é o endereço. A contagem começa no Louvre e segue em espiral.
  • O metrô cobre a cidade inteira e é a forma mais rápida de cruzar distâncias maiores. Alugar carro só faz sentido para explorar os arredores.
  • Compre com antecedência os ingressos da Torre Eiffel e do Louvre, que têm horário marcado e esgotam nos períodos mais cheios.
  • O Louvre costuma fechar às terças, e o Museu d'Orsay e Versalhes, às segundas. Monte os dias levando isso em conta.
  • Um bonjour ao entrar e um merci ao sair fazem diferença no atendimento. Em hotéis e atrações é fácil ser atendido em inglês.
  • Gorjeta não é obrigatória, mas é costume arredondar a conta ou deixar algumas moedas quando o serviço agrada.
  • Os hotéis cobram uma taxa municipal por pessoa e por noite, paga no local, e pedem cartão de crédito internacional como garantia no check-in.
  • Existem passes que reúnem dezenas de atrações por um número fixo de dias. Valem a pena para quem pretende visitar vários museus em sequência.
  • A cidade tem mais de mil quilômetros de ciclovias e um sistema público de bicicletas compartilhadas, bom para trechos curtos em dias de tempo firme.

Veja também

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