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Roma e Milão em uma viagem: Coliseu, Vaticano, Duomo, A Última Ceia, massas de verdade e bate-voltas a Pompeia e ao Lago de Como.

Melhor épocaAs meias-estações são a melhor escolha: abril, maio, setembro e outubro têm temperaturas agradáveis nas duas cidades. O verão é muito quente em Roma, podendo passar dos 35 °C, e coincide com as férias europeias, quando as atrações lotam. No inverno, Roma fica entre 3 °C e 13 °C e chove mais; Milão é mais fria, com temperaturas negativas e chance de neve, e chuvas distribuídas ao longo do ano. Páscoa e Natal atraem multidões a Roma por causa das celebrações no Vaticano.
Quanto tempo ficarDe oito a dez dias para as duas cidades com bate-voltas. Só Roma pede pelo menos quatro dias; Milão se resolve em dois, mais um ou dois para os lagos e os Alpes.
Como chegarOs dois principais aeroportos são o de Roma-Fiumicino (Leonardo da Vinci), a cerca de 30 km do centro, e o de Milão-Malpensa, a uns 50 km da cidade. Ambos recebem voos do Brasil, diretos ou com conexão; saindo de São Paulo, o voo direto leva em torno de 11 a 12 horas. Uma boa ideia é chegar por uma cidade e voltar pela outra, ligando as duas de trem.

Por que ir

Poucos países juntam tanta história, arte e boa mesa quanto a Itália. Este guia cobre as duas grandes portas de entrada: Roma, no centro do país, e Milão, no norte. Elas são bem diferentes entre si e se completam.

Roma é um museu a céu aberto. Ruínas de dois mil anos dividem a paisagem com praças barrocas, fontes e igrejas, e o Vaticano fica ali dentro, a uma caminhada. Milão é a capital da moda e do design, elegante e moderna, com uma catedral gótica impressionante e os Alpes e os lagos a pouca distância.

O trem rápido liga as duas em cerca de três horas. É uma viagem que agrada a casais, famílias, grupos de amigos e a quem viaja pela fé, e em que comer bem faz parte do roteiro.

O que fazer

Roma: Coliseu, Fórum Romano e Palatino

O anfiteatro inaugurado por volta do ano 80 recebia até 50 mil pessoas para as lutas de gladiadores e é a imagem mais forte da Roma Antiga. O mesmo ingresso dá acesso ao Fórum, antigo centro político e religioso, e ao Monte Palatino, onde a cidade nasceu. As galerias subterrâneas e o nível mais alto do Coliseu exigem ingresso especial.

Roma: Vaticano

A sede da Igreja Católica ocupa um dia inteiro. Os Museus do Vaticano reúnem o que os papas juntaram ao longo dos séculos, de múmias egípcias a salas pintadas por Rafael, e terminam na Capela Sistina, com os afrescos de Michelangelo. Depois vem a Basílica de São Pedro, com a Pietà e o túmulo de João Paulo II, e a praça em frente.

Roma: Fontana di Trevi e Piazza di Spagna

A fonte mais famosa da cidade, com Netuno ao centro, é do século 18 e vive cercada de gente jogando moedas. Chegue bem cedo para vê-la com calma. Dali se vai a pé à Piazza di Spagna, com a escadaria de 135 degraus que sobe até a igreja de Trinità dei Monti.

Roma: Panteão, Piazza Navona e Campo de' Fiori

O Panteão, templo romano refeito pelo imperador Adriano e depois transformado em igreja, tem uma cúpula que impressiona até hoje e guarda o túmulo do pintor Rafael. A poucos minutos, a Piazza Navona ocupa o lugar de um antigo estádio e exibe fontes barrocas. No Campo de' Fiori, há feira de manhã e bares à noite.

Roma: Villa Borghese

O parque mais conhecido da cidade tem alamedas, fontes, zoológico e a Galleria Borghese, com uma das coleções de arte mais importantes da Europa, que exige reserva. No fim da tarde, o terraço do Pincio oferece o pôr do sol sobre a Piazza del Popolo e os telhados de Roma.

Roma: Castelo de Sant'Angelo e Altare della Patria

O castelo à beira do Tibre já foi mausoléu de imperador, fortaleza, prisão e refúgio dos papas, e hoje pode ser visitado por dentro. Na Piazza Venezia, o enorme monumento branco em homenagem ao primeiro rei da Itália unificada tem museu e terraço com vista para o Fórum.

Roma: as grandes basílicas

Além de São Pedro, três basílicas papais merecem a visita: Santa Maria Maggiore, com mosaicos do século 5, São João de Latrão, a catedral de Roma, e São Paulo Extramuros, erguida sobre o local onde o apóstolo teria sido enterrado. São paradas importantes para quem viaja com motivação religiosa.

Roma: Trastevere e Monti

São os dois bairros para a noite. Trastevere, do outro lado do rio, tem ruelas com trattorias e bares de mesas na calçada. Monti, perto do Coliseu, é mais descolado, com bares de drinques e lojinhas.

Milão: Duomo e Galleria Vittorio Emanuele II

A catedral gótica de mármore, com 135 pináculos e milhares de estátuas, é o símbolo da cidade. Suba ao terraço para caminhar entre as agulhas e ver os telhados de Milão. Ao lado, a galeria coberta de vidro e ferro do século 19 abriga cafés históricos, livrarias e lojas de luxo.

Milão: A Última Ceia e Sant'Ambrogio

A pintura de Leonardo da Vinci ocupa uma parede do antigo refeitório do convento de Santa Maria delle Grazie. A visita é controlada, em grupos pequenos e com hora marcada, e os ingressos acabam com muita antecedência. Perto dali, a basílica de Sant'Ambrogio, fundada no século 4, é uma das igrejas mais antigas da cidade.

Milão: Castello Sforzesco, Brera e Scala

A fortaleza da família Sforza abriga vários museus e se abre para o Parque Sempione, o grande jardim da cidade, com o Arco della Pace ao fundo. No bairro de Brera, a pinacoteca reúne Rafael, Caravaggio e outros mestres. O Teatro alla Scala, palco de estreias de Verdi e Puccini, tem museu e visita guiada.

Milão: Navigli e San Siro

Os canais construídos entre os séculos 15 e 18 para abastecer a cidade hoje concentram bares, restaurantes, galerias e feirinhas, e são o endereço do aperitivo de fim de tarde. Para quem gosta de futebol, o estádio Giuseppe Meazza, casa de Milan e Inter, tem tour e museu em dias sem jogo.

Passeios e bate-voltas

Pompeia (a partir de Roma)

A cerca de 240 km, o sítio arqueológico mostra uma cidade romana inteira, parada no tempo depois da erupção do Vesúvio no ano 79. Ruas, casas, templos e termas estão ali para percorrer a pé. É passeio de dia inteiro, que costuma passar por Nápoles no caminho.

Ilha de Capri (a partir de Roma)

A ilha no Golfo de Nápoles é procurada desde o tempo dos imperadores, com mar de azul intenso, penhascos e os rochedos Faraglioni. Vai-se por terra até Nápoles e de barco até a ilha. Na Piazzetta, o centro do vilarejo, todo mundo para para um café.

Tivoli (a partir de Roma)

Perto da capital, a cidade reúne ruínas de uma vila imperial romana e mansões do Renascimento com jardins e fontes. Bate-volta curto e tranquilo.

Civita di Bagnoregio (a partir de Roma)

Aldeia medieval empoleirada no alto de um morro, ligada ao mundo por uma passarela de pedestres. Parece cenário de conto de fadas e rende um dia diferente fora da cidade grande.

Lago de Como e Bellagio (a partir de Milão)

Um dos lagos mais bonitos da Itália, cercado de montanhas e mansões históricas. O passeio combina tempo livre na cidade de Como com um trecho de barco pelo lago. Dia inteiro.

Trem Bernina e St. Moritz (a partir de Milão)

De Tirano, no norte, sai um trem panorâmico que cruza os Alpes por uma das rotas ferroviárias mais bonitas do mundo, entre geleiras, lagos e vilarejos, até St. Moritz, na Suíça. Leve o passaporte, pois há travessia de fronteira.

Courmayeur e Mont Blanc (a partir de Milão)

No Vale d'Aosta, Courmayeur é uma charmosa cidade de montanha aos pés do Mont Blanc, o ponto mais alto dos Alpes. Um teleférico giratório sobe a mais de 3.400 metros, com vista para os picos nevados. Leve agasalho mesmo no verão.

Roteiro sugerido

Dia 1: chegada a Roma

Acomode-se no hotel, caminhe pelas redondezas e jante em Trastevere, sempre animado.

Dias 2 e 3: Roma Antiga e Vaticano

Em um dia, Coliseu, Fórum Romano e Palatino, com o Altare della Patria e o Circo Massimo no fim da tarde e jantar em Monti. No outro, Museus do Vaticano, Capela Sistina e Basílica de São Pedro; depois, a pé, Castelo de Sant'Angelo, Piazza Navona, Panteão e Fontana di Trevi.

Dia 4: Roma a pé

Piazza del Popolo, Villa Borghese e Galleria Borghese pela manhã. À tarde, compras na Via del Corso e descida até a Piazza di Spagna.

Dia 5: Pompeia

Bate-volta ao sítio arqueológico, passando por Nápoles. Quem preferir mar pode trocar pela ilha de Capri.

Dias 6 e 7: trem para Milão e a cidade

Viagem de trem rápido pela manhã e noite nos Navigli. No dia seguinte, Duomo com subida ao terraço, Galleria Vittorio Emanuele II, A Última Ceia com hora marcada, Castello Sforzesco e Parque Sempione. Se sobrar tempo, Brera ou o estádio San Siro.

Dias 8 e 9: lagos e Alpes

Um dia no Lago de Como, com passeio de barco. No outro, o trem panorâmico Bernina até St. Moritz ou a subida de teleférico no Mont Blanc, saindo de Courmayeur.

Onde comer e o que provar

Roma: carbonara e cacio e pepe

As duas massas mais romanas. A carbonara leva ovos, guanciale (bochecha de porco curada), queijo pecorino e pimenta-do-reino, sem creme de leite. O cacio e pepe é só queijo pecorino e pimenta, geralmente com tonnarelli, um espaguete mais grosso.

Roma: alcachofras e trippa alla romana

As alcachofras aparecem fritas, à moda judaica, ou cozidas com azeite e ervas, principalmente na primavera. A tripa com molho de tomate, pecorino e hortelã é para quem gosta de dobradinha.

Roma: pizza al taglio

Pizza de massa mais alta, assada em formas retangulares e vendida por pedaço. É o lanche rápido dos romanos, a qualquer hora do dia.

Roma: trattorias tradicionais

Armando al Pantheon, ao lado do Panteão, e Felice a Testaccio, aberto desde 1936, são referências de cozinha romana autêntica. Em ambos é preciso reservar.

Roma: gelato e tiramisù

A Giolitti, fundada em 1900, é a sorveteria clássica do centro. Perto da Piazza di Spagna, a Pompi é conhecida pelo tiramisù em vários sabores, servido em caixinha.

Milão: risoto e ossobuco

A Lombardia é a maior região produtora de arroz do país. O risotto alla milanese, amarelo de açafrão, costuma acompanhar o ossobuco, carne da canela do boi cozida lentamente com legumes e vinho.

Milão: cotoletta e mondeghili

A cotoletta é o bife à milanesa original, de vitela, às vezes com osso. Os mondeghili são almôndegas fritas bem temperadas, servidas como entrada.

Milão: aperitivo nos Navigli

No fim da tarde, os bares à beira dos canais servem o aperitivo milanês: você paga a bebida e ela vem acompanhada de petiscos, em alguns lugares em forma de bufê.

Onde ficar

Roma: centro histórico

A região entre a Fontana di Trevi, a Piazza di Spagna e o Panteão permite fazer quase tudo a pé. É a área mais disputada e mais cara, ideal para a primeira visita.

Roma: Termini e Monti

Em volta da estação central há muitos hotéis de bom preço, metrô e trens para o aeroporto e outras cidades. Monti, ali perto, fica a uma caminhada do Coliseu e tem boa vida noturna.

Roma: Prati e arredores do Vaticano

Bairro residencial, mais calmo, com boas lojas e restaurantes. Prático para quem quer chegar cedo aos Museus do Vaticano e à Basílica de São Pedro.

Milão: Duomo e centro

Perto da catedral, da galeria e do bairro da moda. Mais caro, mas com tudo ao alcance de uma caminhada.

Milão: Estação Central, Corso Buenos Aires e Porta Garibaldi

Regiões bem servidas de metrô e trem, com hotéis de melhor custo-benefício. O Corso Buenos Aires é rua de compras, e o bairro de Isola, ao lado de Porta Garibaldi, tem bares e restaurantes.

A escolha do hotel depende das datas e do seu perfil: a nossa equipe indica as melhores opções em cada região.

Bom saber

Documentos

Brasileiros entram sem visto para turismo de até 90 dias, com passaporte válido por pelo menos três meses além da data de saída da Europa. É exigido seguro-viagem com cobertura mínima de 30 mil euros. A União Europeia está implantando uma autorização eletrônica de viagem (ETIAS): confirme com a agência se já vale na data da sua viagem. Não há exigência de vacina. Quem fizer o passeio a St. Moritz, na Suíça, deve levar o passaporte.

Moeda

Euro. Cartões internacionais são bem aceitos, mas alguns estabelecimentos exigem gasto mínimo. Tenha dinheiro em espécie para cafés, sorvetes e pequenas compras.

Idioma

Italiano, com sotaques e dialetos conforme a região. Brasileiros entendem muitas palavras, e em áreas turísticas dá para se comunicar em inglês ou espanhol.

Fuso

Quatro horas à frente de Brasília, ou cinco durante o horário de verão europeu (fim de março a fim de outubro).

Tomada/voltagem

220 volts. As tomadas italianas têm formato próprio: leve adaptador universal.

Compras

Turistas de fora da União Europeia podem pedir a devolução do imposto em compras acima de um valor mínimo feitas na mesma loja. Peça o formulário na hora de pagar e valide no aeroporto antes do embarque, com os produtos em mãos.

Dicas de quem entende

  • Coliseu, Museus do Vaticano, Galleria Borghese e A Última Ceia trabalham com ingresso de hora marcada, que esgota semanas antes. Compre antes de viajar.
  • Para entrar em igrejas e no Vaticano, ombros e joelhos precisam estar cobertos. Um lenço na bolsa resolve no verão.
  • O trem rápido liga Roma a Milão em cerca de três horas, de centro a centro, e é mais prático que o avião.
  • Carro só para explorar o interior. Em Roma e Milão o trânsito é pesado, há pouco estacionamento e os centros têm zonas de circulação restrita com multa para quem entra sem autorização.
  • Aplicativos de transporte têm frota pequena e preço alto na Itália. Prefira táxi, que também pode ser chamado por aplicativo, ou o transporte público, com passes integrados de metrô, bonde e ônibus.
  • A maioria dos bons restaurantes pede reserva, principalmente para o jantar.
  • Roma tem bebedouros públicos de água potável espalhados pela cidade. Leve uma garrafinha e reabasteça.
  • Quer ver a Fontana di Trevi sem multidão? Vá logo cedo, antes de o comércio abrir.
  • A gorjeta não é obrigatória. Alguns restaurantes já incluem o serviço na conta; quando não, deixar em torno de 10% é gesto bem-visto.
  • Na Páscoa e no Natal, as missas com o papa exigem ingresso solicitado com muita antecedência, e a cidade fica lotada.

Veja também

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