Início › Dicas de destino › Rio de Janeiro
Rio de Janeiro

Rio de Janeiro

Praia, montanha, samba e história na mesma viagem: o Rio entrega cartões-postais para todos os gostos.

Melhor épocaFaz calor o ano todo. No verão as máximas ficam na casa dos 30 graus e é quando a cidade mais enche, com Réveillon e Carnaval. No inverno a média fica em torno de 25 graus e é raro o termômetro descer de 18, então dá para pegar praia com menos gente e passear com mais conforto. Quem não faz questão das grandes festas costuma aproveitar melhor fora de dezembro a fevereiro e dos feriados prolongados.
Quanto tempo ficarQuatro dias dão conta dos clássicos: Cristo, Pão de Açúcar, praias da Zona Sul e centro. Com seis a oito dias você inclui Petrópolis, Niterói, as praias da Zona Oeste e até um bate-volta a Búzios.
Como chegarO Rio tem dois aeroportos. O Santos Dumont fica praticamente no centro, a menos de 10 km de Copacabana, e recebe boa parte dos voos nacionais. O Galeão (Tom Jobim) fica a cerca de 24 km de Copacabana. Saindo de Belo Horizonte, o voo dura por volta de uma hora. Também dá para ir de ônibus ou de carro.

Por que ir

Poucas cidades juntam tanta coisa em tão pouco espaço. No Rio, o mar encosta na montanha, a floresta fica dentro da cidade e a Baía de Guanabara aparece de quase todo mirante. Essa paisagem entre o morro e o oceano é reconhecida pela Unesco como patrimônio cultural.

Além das praias famosas da Zona Sul, a cidade guarda o centro dos tempos em que foi capital do país, uma zona portuária renovada, parques enormes e bairros boêmios onde o samba e o botequim fazem parte da rotina.

Combina com casal, família com crianças e grupo de amigos. Quem quer agito fica perto de Copacabana e Ipanema. Quem prefere sossego encontra praias mais vazias da Barra em diante.

O que fazer

Copacabana e Leme

A praia mais conhecida do país vai do Leme, com sua pedra, até o Forte de Copacabana. O calçadão é ótimo para caminhar e parar nos quiosques, de dia ou à noite, e tem a estátua de Carlos Drummond de Andrade sentado no banco. Aos domingos a pista da Avenida Atlântica junto à orla fecha para carros e vira área de lazer.

Ipanema, Arpoador e Leblon

As três formam uma orla contínua quase do tamanho de Copacabana, cada posto com seu público, muito futevôlei e frescobol na areia. No fim da tarde, suba na Pedra do Arpoador para ver o sol descer atrás do Morro Dois Irmãos, com direito a aplausos. No Leblon, o trecho do Baixo Bebê é o ponto das famílias com crianças pequenas, e o mirante na Avenida Niemeyer rende belas vistas.

Urca e Praia Vermelha

Bairro tranquilo aos pés do Pão de Açúcar. A mureta da Urca lota no pôr do sol, com gente tomando cerveja de frente para a baía. Da Praia Vermelha sai a trilha de 1,5 km até o topo do Morro da Urca, considerada fácil apesar das subidas.

Pão de Açúcar

O bondinho, em operação desde 1912, sobe em duas etapas: primeiro ao Morro da Urca, a 220 metros, depois ao Pão de Açúcar, a 396 metros. Lá de cima se vê a Baía de Guanabara, Botafogo e Copacabana. O nome do morro vem do formato dos antigos blocos de açúcar da época colonial. Ingresso pago.

Cristo Redentor e Corcovado

A subida parte do Cosme Velho e pode ser feita de trem ou de van. No alto, a estátua eleita uma das novas maravilhas do mundo divide a atenção com a vista de toda a Zona Sul. Vá cedo e em dia de céu aberto, porque nuvem baixa esconde tudo. Ingresso pago.

Centro Histórico

É a parte mais antiga da cidade, boa para uma tarde a pé. Entram no roteiro o Theatro Municipal, inspirado na Ópera de Paris, a Igreja da Candelária, o Paço Imperial, o Centro Cultural Banco do Brasil, o Mosteiro de São Bento e o Real Gabinete Português de Leitura, uma das bibliotecas mais bonitas que existem. A Catedral Metropolitana, em forma de cone, e o Museu Nacional de Belas Artes completam o passeio.

Zona portuária: AquaRio, Rio Star e Cais do Valongo

A área do porto foi renovada e hoje concentra o Museu do Amanhã, o AquaRio, maior aquário marinho da América do Sul, com um túnel onde tubarões e arraias passam por cima do visitante, e a roda-gigante Rio Star, de 88 metros. Perto dali fica o Cais do Valongo, sítio arqueológico tombado pela Unesco em memória dos africanos escravizados que desembarcaram na cidade.

Santa Teresa e Lapa

Santa Teresa fica no alto de uma colina, com ateliês, bares, o Museu da Chácara do Céu e o Parque das Ruínas. O bonde amarelo liga o bairro ao centro passando por cima dos Arcos da Lapa, antigo aqueduto de 1750. Ao lado dos arcos está a Escadaria Selarón, coberta de azulejos coloridos pelo artista chileno Jorge Selarón.

Jardim Botânico, Parque Lage e Lagoa

O Jardim Botânico, criado por Dom João VI, tem a famosa alameda de palmeiras-imperiais, orquidário, lago de vitórias-régias e jardim japonês. Vizinho a ele, o Parque Lage ocupa um antigo engenho, com um casarão do século 19 que abriga uma escola de artes e um bistrô no pátio. A Lagoa Rodrigo de Freitas fica logo ao lado, com 8 km de orla para caminhar ou pedalar e bares que animam a noite.

Parque Nacional da Tijuca

Uma das maiores florestas urbanas do mundo. Há trilhas de vários níveis, inclusive a do Pico da Tijuca, com 1.022 metros. Para quem quer algo leve, a Cascatinha de Taunay, com 35 metros de queda, e o mirante da Vista Chinesa já valem a ida.

Barra, Recreio e praias selvagens

A Zona Oeste tem praias mais largas e mar mais limpo. A Barra soma quase 15 km de orla, com trecho inicial conhecido como Praia do Pepê, ponto de surfe e kitesurfe. Depois vêm a Reserva, tranquila e cercada por restinga, o Recreio com a Pedra do Pontal, a Prainha dos surfistas e Grumari, dentro de área de preservação. A pequena Joatinga só aparece na maré baixa.

Maracanã e Quinta da Boa Vista

O tour pelo Maracanã passa por vestiário, área de imprensa e beira do gramado, além de uma exposição com peças históricas do futebol. Perto dali, a Quinta da Boa Vista foi residência da família real e hoje é parque público, com lago, pedalinho e o BioParque, que ocupa o antigo zoológico com foco em educação ambiental.

Passeios e bate-voltas

City tour de um dia pelos clássicos

Para quem tem pouco tempo, um passeio guiado de dia inteiro junta Pão de Açúcar, volta panorâmica por Maracanã, Sambódromo, centro e praias, e termina no Cristo Redentor. Os ingressos das atrações costumam ser pagos à parte.

Petrópolis

A cidade imperial fica a 75 km, na serra. O roteiro clássico inclui o Museu Imperial, antiga residência de verão de Dom Pedro II, a catedral onde estão os túmulos do imperador e da Princesa Isabel, e o Palácio de Cristal. O clima é mais fresco que no Rio, leve um agasalho.

Niterói

Do outro lado da baía, se chega pela ponte de 13 km ou pela barca que sai da Praça Quinze. A Praia de Icaraí tem vista para o Cristo e o Pão de Açúcar. O Museu de Arte Contemporânea, projetado por Oscar Niemeyer, é o cartão-postal, e a Fortaleza de Santa Cruz mostra o lado histórico.

Búzios em bate-volta

Dá para conhecer Búzios em um dia, com passeio de escuna pelas praias do lado norte, paradas para banho, almoço à beira-mar e tempo livre na Rua das Pedras. É um dia longo de estrada. Se puder, vale mais dormir uma ou duas noites na região.

Ilha Fiscal

O palacete onde aconteceu o último baile do Império, dias antes da Proclamação da República, pertence à Marinha e recebe visitas. O acesso é de barco, saindo do centro.

Roteiro sugerido

Dia 1

Comece pelo alto: Pão de Açúcar de manhã, volta panorâmica pelo centro e pelo Maracanã, e Cristo Redentor à tarde. Jante no Leblon.

Dia 2

Manhã na zona portuária, com Museu do Amanhã, AquaRio e Rio Star. À tarde, caminhe pelo Centro Histórico e faça uma pausa na Confeitaria Colombo. À noite, Lapa.

Dia 3

Dia de praia. Escolha entre Ipanema, com pôr do sol no Arpoador, ou a Zona Oeste, com Recreio e fim de tarde na Praia do Pepê.

Dia 4

Jardim Botânico e Parque Lage pela manhã, almoço em Santa Teresa e descida de bonde. Feche a viagem vendo o sol se pôr na mureta da Urca.

Dia 5 (opcional)

Suba a serra até Petrópolis para conhecer o Museu Imperial, a catedral e o Palácio de Cristal.

Dia 6 (opcional)

Atravesse a baía até Niterói ou dedique o dia às trilhas e mirantes do Parque Nacional da Tijuca.

Onde comer e o que provar

Botequins cariocas

Petisco e chope gelado são instituição. O Bar Urca, aberto em 1939, serve receitas com sotaque português para comer na mureta. O Boteco Belmonte, de 1952, é famoso pelas empadas e tem casas em vários bairros.

Confeitaria Colombo

Funciona desde 1894 no centro, em um salão Belle Époque cheio de espelhos. O café da manhã e o chá da tarde são os mais procurados.

Feira de São Cristóvão

O Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas reúne centenas de barracas com comida do Nordeste e artesanato. Nos fins de semana tem forró ao vivo.

Cadeg, o mercado municipal

No mercado de São Cristóvão, o Costelão do Cadeg é conhecido pelas carnes na brasa com fartos acompanhamentos.

Santa Teresa

O Aprazível serve cozinha brasileira em terraços arborizados com vista para a cidade. Galinhada caipira e moqueca estão entre os pratos da casa.

Leblon e Jockey

A Rua Dias Ferreira concentra restaurantes para todos os gostos, entre eles o Sushi Leblon, japonês em atividade desde 1986. No Jockey Club, o Páreo trabalha ingredientes brasileiros com vista para a pista.

Rodízios e churrascarias

Em Copacabana, o Marius Degustare serve rodízio de carnes e frutos do mar em um salão de decoração exuberante. Na Barra, a Churrascaria Tourão é opção tradicional.

Comida do dia a dia

A rede Gula Gula tem pratos brasileiros simples em vários bairros. Para peixe de rio, a Toca da Traíra serve pintado na brasa e traíra sem espinha.

Onde ficar

Copacabana e Leme

É a base mais prática para a primeira visita: praia na porta, metrô, muitos restaurantes e fácil acesso aos pontos turísticos.

Ipanema e Leblon

Bairros arborizados, com butiques, bons restaurantes e bares movimentados. Custam mais, mas são ótimos para quem quer fazer tudo a pé.

Flamengo e Botafogo

Ficam entre o centro e a Zona Sul, perto do Aterro e do Pão de Açúcar. Boa relação entre localização e custo.

Centro e Santa Teresa

O centro é atendido pelo VLT e fica perto do Museu do Amanhã e do Santos Dumont. Santa Teresa tem hospedagens charmosas com vista para a baía, para quem gosta de clima de bairro.

Barra da Tijuca e Recreio

Para quem quer praia mais tranquila, espaço e shoppings. Ficam longe dos cartões-postais, então conte com deslocamentos maiores.

A escolha do hotel depende das datas e do seu perfil: a nossa equipe indica as melhores opções em cada região.

Bom saber

Voltagem

A rede elétrica é de 110 V.

Grandes eventos

O Carnaval acontece em fevereiro ou março, com desfiles no Sambódromo e blocos de rua. A Maratona do Rio é em junho, o Rock in Rio ocorre a cada dois anos e o Réveillon de Copacabana reúne milhões de pessoas na areia.

Distâncias

A cidade é grande. De Copacabana à Barra são quase 20 km e ao Recreio, 35 km. Monte os dias por região para não perder tempo no trânsito.

Dicas de quem entende

  • Deixe Cristo e Pão de Açúcar para dias de céu limpo. Se o tempo fechar, troque por museus e centro.
  • Compre os ingressos das atrações mais disputadas com antecedência, principalmente em feriados e férias.
  • Aos domingos a Feira Hippie de Ipanema, na Praça General Osório, é boa para artesanato e lembranças.
  • No primeiro sábado do mês acontece a Feira do Rio Antigo, na Rua do Lavradio, com antiguidades e artesanato.
  • Para compras populares, o Saara, no centro, tem centenas de lojas em ruas de pedestres.
  • Quer samba de verdade? Procure as rodas da Pedra do Sal, do Cacique de Ramos, do Beco do Rato e do Samba do Ouvidor.
  • Na praia, leve só o necessário e combine o preço de cadeira e guarda-sol antes de sentar.
  • Réveillon, Carnaval e Rock in Rio lotam a cidade. Para essas datas, reserve com muitos meses de antecedência.
  • Em Grumari, o canto esquerdo abriga a Praia do Abricó, a única de naturismo da cidade. Bom saber antes de ir com a família.

Veja também

Todos os guias →