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Bahia

Morro de São Paulo

Vila sem carros em uma ilha baiana, com praias numeradas, piscinas naturais de água verde-clara e noites de luau na areia.

Melhor épocaFaz calor o ano todo. O período mais chuvoso vai de abril a julho, quando o mar da travessia também costuma ficar mais agitado. De setembro a março o tempo é mais firme e a água fica mais clara. O verão e os feriados são alta temporada, com a vila cheia e mais festa. Para os passeios de piscinas naturais, as semanas de lua cheia ou nova são as melhores, porque a maré baixa acontece pela manhã.
Quanto tempo ficarDe quatro a seis noites. Como a chegada e a saída tomam boa parte do dia, menos de três noites fica corrido. Com cinco dá para fazer os passeios de barco e ainda curtir as praias com calma.
Como chegarO acesso principal é pelo Aeroporto Internacional de Salvador. De lá há dois caminhos. O catamarã sai do terminal náutico perto do Mercado Modelo e navega por mar aberto por duas a três horas, e pode balançar bastante. A alternativa combina balsa até a Ilha de Itaparica, estrada até Valença e uma lancha rápida, somando cerca de três horas e meia, com bem menos tempo em mar aberto. Nos dois casos o desembarque é no cais da vila.

Por que ir

Morro de São Paulo fica na Ilha de Tinharé, no município de Cairu, ao sul de Salvador. Não circulam carros na vila: anda-se a pé por ruas de areia e pedra, e as praias são conhecidas por números, da Primeira à Quinta, cada uma mais tranquila que a anterior.

O mar é verde-claro e, na maré baixa, fica represado em piscinas naturais. A vila junta construções históricas, como o forte e o farol, com um lado festeiro que funciona o ano inteiro, com bares, restaurantes pé na areia e luaus.

Combina com casais e grupos de amigos, e também com famílias que escolhem as praias mais afastadas. Só não é o destino ideal para quem tem dificuldade de locomoção, por causa das ladeiras e da areia.

O que fazer

Segunda Praia

O centro do agito. Tem uma passarela de madeira que serve de calçadão, restaurantes e bares com mesas na areia. À noite aparecem as barracas de drinques de frutas e os luaus.

Primeira Praia e tirolesa

Pequena, com cerca de 300 metros, e menos frequentada. É onde termina a tirolesa que sai do alto do farol, com mais de 300 metros de descida até o mar.

Terceira Praia e Ilha do Caitá

Fica melhor na maré baixa, quando a faixa de areia aumenta e surgem piscinas naturais. De caiaque dá para remar até a Ilha do Caitá, um banco de areia cercado de corais e peixes coloridos.

Quarta Praia

São cerca de 4 km de areia, coqueiros e sossego, com piscinas naturais de água transparente. É a praia para passar o dia longe do barulho.

Quinta Praia

Quase deserta, emoldurada por manguezal. Chega-se caminhando pela areia na maré baixa, de jardineira ou de jipe.

Farol do Morro

O farol branco, do século 19, é o cartão-postal da ilha. Uma trilha curta que começa em frente à igreja leva até o mirante, com vista para a vila, os coqueirais e as praias.

Fortaleza de Tapirandu

Ruínas de uma fortificação do século 17 que protegia a entrada da baía. Hoje é o lugar mais procurado para ver o pôr do sol. Na maré baixa, forma-se ali perto a Prainha do Forte, com piscinas naturais pouco conhecidas.

Igreja de Nossa Senhora da Luz e Fonte Grande

A igreja da padroeira começou a ser erguida no período colonial e tem festa todo dia 8 de setembro. A poucos passos, a Fonte Grande, do século 18, abastecia a vila de água potável.

Praça Aureliano Lima e feirinha

A praça central recebe todo começo de noite uma feira de artesanato, com bijuterias, velas, quadros e barracas de caipirinha e petiscos.

Gamboa

Povoado vizinho, alcançado de barco ou em uma caminhada de cerca de meia hora pela areia, só na maré baixa. A praia tem barracas simples e um paredão de argila que as pessoas passam na pele.

Passeios e bate-voltas

Volta à ilha

O passeio mais procurado, de lancha, em dia inteiro. Para nas piscinas naturais de Garapuá e Moreré, tem almoço na Boca da Barra, na Ilha de Boipeba, e visita o convento franciscano de Cairu, um dos mais antigos do país.

Ponta do Curral e Gamboa

Passeio de barco com mergulho na Ilha do Caitá, parada na Ponta do Curral, uma língua de areia que avança sobre o mar, e almoço em Gamboa. No caminho, a vista da vila, do farol e do forte pelo mar. Às vezes aparecem golfinhos.

Garapuá

Vilarejo de pescadores com uma enseada em forma de ferradura, areia branca e água clara. Chega-se por uma trilha plana de cerca de 6 km pela mata, a pé ou a cavalo, ou em veículo 4x4. A estrutura é mínima.

Ilha de Boipeba

A vizinha mais rústica e sossegada. Pode ser conhecida no passeio de volta à ilha, mas merece uma ou duas noites para quem quer praia quase vazia.

Itacaré

A cerca de 150 km, por estrada entre Mata Atlântica e fazendas de cacau. O dia inclui o mirante da Ponta do Xaréu, na Praia da Concha, e as praias urbanas de Resende, Tiririca, Costa e Ribeira. É puxado para bate-volta. O ideal é combinar como segunda parada da viagem.

Roteiro sugerido

Dia 1

Chegada, caminhada pela vila e pelas três primeiras praias. Fim de tarde na Fortaleza de Tapirandu para o pôr do sol e jantar no centrinho.

Dia 2

Passeio de volta à ilha, com piscinas naturais de Garapuá e Moreré, almoço em Boipeba e visita a Cairu. À noite, um drinque com vista para o mar.

Dia 3

Subida ao farol pela manhã, com tirolesa para quem tiver coragem. Depois, barco para a Ponta do Curral e almoço em Gamboa. Noite na Segunda Praia.

Dia 4

Dia de sossego em Garapuá, pela trilha ou de 4x4. Praia quase vazia e peixe fresco nos quiosques.

Dia 5

Piscinas naturais da Quarta Praia na maré baixa e caminhada até a Quinta Praia. Na volta, Prainha do Forte e feirinha de artesanato na praça.

Onde comer e o que provar

Peixes e frutos do mar

Moqueca, casquinha de siri, lagosta, polvo e camarão dominam os cardápios, ao lado de massas e pratos internacionais.

Sabor da Terra

Casa tradicional no centrinho, com comida por quilo no almoço e pratos de frutos do mar à noite. Opção de bom preço.

Pedra Sobre Pedra

No canto da Segunda Praia, tem um deque com vista para o mar. O badejo com banana-da-terra é um dos pratos mais pedidos.

Papoula

Ambiente simples, aberto o dia todo. Fazem sucesso a casquinha de siri, o camarão no abacaxi e a moqueca.

O Casarão

Um dos restaurantes mais elaborados da vila, em frente a um casarão colonial. Serve pratos como cordeiro e arroz com polvo e camarão, além de sushi.

Toca do Morcego

Bar e restaurante debruçado sobre o mar, famoso pelo pôr do sol com DJ. Chegue cedo para pegar lugar.

Segunda Praia à noite

Mesas na areia sob guarda-sóis, música e cozinha que mistura sabores baianos e mediterrâneos, em casas como Sambass Café e Buda Beach.

Onde ficar

Vila e Primeira Praia

Perto do cais, dos restaurantes e da feirinha. Prático na chegada, mas tem ladeiras e mais movimento.

Segunda Praia

Para quem quer estar no meio da festa. Tudo fica a poucos passos, e o som vai até tarde.

Terceira Praia

Um bom meio-termo: pousadas de frente para o mar, mais silêncio e a Segunda Praia a uma caminhada curta.

Quarta Praia

A região mais tranquila, com hospedagens maiores e áreas de lazer. Ideal para famílias com crianças e casais que buscam descanso. A vila fica a uma caminhada longa pela areia.

A escolha do hotel depende das datas e do seu perfil: a nossa equipe indica as melhores opções em cada região.

Bom saber

Documentos

Documento oficial com foto (RG ou CNH). Crianças viajam com RG ou certidão de nascimento.

Taxa de entrada

A tarifa de uso do patrimônio do arquipélago é cobrada de todo visitante na chegada, uma vez por estadia.

Circulação

Não há carros na vila. O transporte entre praias distantes é feito por jipes e jardineiras, e os passeios são de lancha ou escuna.

Dicas de quem entende

  • Leve pouca bagagem e prefira mochila ou mala pequena. O espaço nos barcos é limitado e, do cais até a pousada, as malas vão na mão ou com carregadores, que usam carrinhos de mão e cobram pelo serviço.
  • Na chegada é cobrada uma taxa de uso do patrimônio do arquipélago, paga uma única vez no cais ou por aplicativo. Crianças pequenas e idosos são isentos.
  • Se você enjoa em barco, prefira o trajeto com balsa, estrada e lancha rápida, ou tome remédio para enjoo antes do catamarã.
  • Calcule o voo de volta com folga. A travessia depende das condições do mar e pode atrasar.
  • Consulte a tábua de marés. As piscinas naturais, a caminhada até Gamboa e a ida a pé à Quinta Praia só funcionam na maré baixa.
  • Leve calçado confortável, que possa molhar. Entre ladeiras, pedras e areia, salto e sapato fechado não têm vez.
  • Há poucos caixas eletrônicos na ilha. Leve algum dinheiro, embora cartão e Pix sejam bem aceitos.
  • Quem quer dormir cedo deve se hospedar da Terceira Praia em diante. A Segunda Praia tem som até a madrugada.
  • Em outubro costuma acontecer um festival gastronômico e cultural, com menus especiais nos restaurantes.

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