Por que ir
Morro de São Paulo fica na Ilha de Tinharé, no município de Cairu, ao sul de Salvador. Não circulam carros na vila: anda-se a pé por ruas de areia e pedra, e as praias são conhecidas por números, da Primeira à Quinta, cada uma mais tranquila que a anterior.
O mar é verde-claro e, na maré baixa, fica represado em piscinas naturais. A vila junta construções históricas, como o forte e o farol, com um lado festeiro que funciona o ano inteiro, com bares, restaurantes pé na areia e luaus.
Combina com casais e grupos de amigos, e também com famílias que escolhem as praias mais afastadas. Só não é o destino ideal para quem tem dificuldade de locomoção, por causa das ladeiras e da areia.
O que fazer
Segunda Praia
O centro do agito. Tem uma passarela de madeira que serve de calçadão, restaurantes e bares com mesas na areia. À noite aparecem as barracas de drinques de frutas e os luaus.
Primeira Praia e tirolesa
Pequena, com cerca de 300 metros, e menos frequentada. É onde termina a tirolesa que sai do alto do farol, com mais de 300 metros de descida até o mar.
Terceira Praia e Ilha do Caitá
Fica melhor na maré baixa, quando a faixa de areia aumenta e surgem piscinas naturais. De caiaque dá para remar até a Ilha do Caitá, um banco de areia cercado de corais e peixes coloridos.
Quarta Praia
São cerca de 4 km de areia, coqueiros e sossego, com piscinas naturais de água transparente. É a praia para passar o dia longe do barulho.
Quinta Praia
Quase deserta, emoldurada por manguezal. Chega-se caminhando pela areia na maré baixa, de jardineira ou de jipe.
Farol do Morro
O farol branco, do século 19, é o cartão-postal da ilha. Uma trilha curta que começa em frente à igreja leva até o mirante, com vista para a vila, os coqueirais e as praias.
Fortaleza de Tapirandu
Ruínas de uma fortificação do século 17 que protegia a entrada da baía. Hoje é o lugar mais procurado para ver o pôr do sol. Na maré baixa, forma-se ali perto a Prainha do Forte, com piscinas naturais pouco conhecidas.
Igreja de Nossa Senhora da Luz e Fonte Grande
A igreja da padroeira começou a ser erguida no período colonial e tem festa todo dia 8 de setembro. A poucos passos, a Fonte Grande, do século 18, abastecia a vila de água potável.
Praça Aureliano Lima e feirinha
A praça central recebe todo começo de noite uma feira de artesanato, com bijuterias, velas, quadros e barracas de caipirinha e petiscos.
Gamboa
Povoado vizinho, alcançado de barco ou em uma caminhada de cerca de meia hora pela areia, só na maré baixa. A praia tem barracas simples e um paredão de argila que as pessoas passam na pele.
Passeios e bate-voltas
Volta à ilha
O passeio mais procurado, de lancha, em dia inteiro. Para nas piscinas naturais de Garapuá e Moreré, tem almoço na Boca da Barra, na Ilha de Boipeba, e visita o convento franciscano de Cairu, um dos mais antigos do país.
Ponta do Curral e Gamboa
Passeio de barco com mergulho na Ilha do Caitá, parada na Ponta do Curral, uma língua de areia que avança sobre o mar, e almoço em Gamboa. No caminho, a vista da vila, do farol e do forte pelo mar. Às vezes aparecem golfinhos.
Garapuá
Vilarejo de pescadores com uma enseada em forma de ferradura, areia branca e água clara. Chega-se por uma trilha plana de cerca de 6 km pela mata, a pé ou a cavalo, ou em veículo 4x4. A estrutura é mínima.
Ilha de Boipeba
A vizinha mais rústica e sossegada. Pode ser conhecida no passeio de volta à ilha, mas merece uma ou duas noites para quem quer praia quase vazia.
Itacaré
A cerca de 150 km, por estrada entre Mata Atlântica e fazendas de cacau. O dia inclui o mirante da Ponta do Xaréu, na Praia da Concha, e as praias urbanas de Resende, Tiririca, Costa e Ribeira. É puxado para bate-volta. O ideal é combinar como segunda parada da viagem.
Roteiro sugerido
Chegada, caminhada pela vila e pelas três primeiras praias. Fim de tarde na Fortaleza de Tapirandu para o pôr do sol e jantar no centrinho.
Passeio de volta à ilha, com piscinas naturais de Garapuá e Moreré, almoço em Boipeba e visita a Cairu. À noite, um drinque com vista para o mar.
Subida ao farol pela manhã, com tirolesa para quem tiver coragem. Depois, barco para a Ponta do Curral e almoço em Gamboa. Noite na Segunda Praia.
Dia de sossego em Garapuá, pela trilha ou de 4x4. Praia quase vazia e peixe fresco nos quiosques.
Piscinas naturais da Quarta Praia na maré baixa e caminhada até a Quinta Praia. Na volta, Prainha do Forte e feirinha de artesanato na praça.
Onde comer e o que provar
Peixes e frutos do mar
Moqueca, casquinha de siri, lagosta, polvo e camarão dominam os cardápios, ao lado de massas e pratos internacionais.
Sabor da Terra
Casa tradicional no centrinho, com comida por quilo no almoço e pratos de frutos do mar à noite. Opção de bom preço.
Pedra Sobre Pedra
No canto da Segunda Praia, tem um deque com vista para o mar. O badejo com banana-da-terra é um dos pratos mais pedidos.
Papoula
Ambiente simples, aberto o dia todo. Fazem sucesso a casquinha de siri, o camarão no abacaxi e a moqueca.
O Casarão
Um dos restaurantes mais elaborados da vila, em frente a um casarão colonial. Serve pratos como cordeiro e arroz com polvo e camarão, além de sushi.
Toca do Morcego
Bar e restaurante debruçado sobre o mar, famoso pelo pôr do sol com DJ. Chegue cedo para pegar lugar.
Segunda Praia à noite
Mesas na areia sob guarda-sóis, música e cozinha que mistura sabores baianos e mediterrâneos, em casas como Sambass Café e Buda Beach.
Onde ficar
Vila e Primeira Praia
Perto do cais, dos restaurantes e da feirinha. Prático na chegada, mas tem ladeiras e mais movimento.
Segunda Praia
Para quem quer estar no meio da festa. Tudo fica a poucos passos, e o som vai até tarde.
Terceira Praia
Um bom meio-termo: pousadas de frente para o mar, mais silêncio e a Segunda Praia a uma caminhada curta.
Quarta Praia
A região mais tranquila, com hospedagens maiores e áreas de lazer. Ideal para famílias com crianças e casais que buscam descanso. A vila fica a uma caminhada longa pela areia.
A escolha do hotel depende das datas e do seu perfil: a nossa equipe indica as melhores opções em cada região.
Bom saber
Documentos
Documento oficial com foto (RG ou CNH). Crianças viajam com RG ou certidão de nascimento.
Taxa de entrada
A tarifa de uso do patrimônio do arquipélago é cobrada de todo visitante na chegada, uma vez por estadia.
Circulação
Não há carros na vila. O transporte entre praias distantes é feito por jipes e jardineiras, e os passeios são de lancha ou escuna.
Dicas de quem entende
- Leve pouca bagagem e prefira mochila ou mala pequena. O espaço nos barcos é limitado e, do cais até a pousada, as malas vão na mão ou com carregadores, que usam carrinhos de mão e cobram pelo serviço.
- Na chegada é cobrada uma taxa de uso do patrimônio do arquipélago, paga uma única vez no cais ou por aplicativo. Crianças pequenas e idosos são isentos.
- Se você enjoa em barco, prefira o trajeto com balsa, estrada e lancha rápida, ou tome remédio para enjoo antes do catamarã.
- Calcule o voo de volta com folga. A travessia depende das condições do mar e pode atrasar.
- Consulte a tábua de marés. As piscinas naturais, a caminhada até Gamboa e a ida a pé à Quinta Praia só funcionam na maré baixa.
- Leve calçado confortável, que possa molhar. Entre ladeiras, pedras e areia, salto e sapato fechado não têm vez.
- Há poucos caixas eletrônicos na ilha. Leve algum dinheiro, embora cartão e Pix sejam bem aceitos.
- Quem quer dormir cedo deve se hospedar da Terceira Praia em diante. A Segunda Praia tem som até a madrugada.
- Em outubro costuma acontecer um festival gastronômico e cultural, com menus especiais nos restaurantes.