Por que ir
Recife é uma das maiores cidades do Nordeste e uma das mais ricas em cultura. Cortada pelos rios Capibaribe e Beberibe, cheia de ilhas, canais e pontes, ganhou o apelido de Veneza brasileira. A herança portuguesa e a passagem dos holandeses, no século 17, estão nas igrejas, nos fortes e no traçado do bairro antigo.
É a terra do frevo, do maracatu, de Luiz Gonzaga, Manuel Bandeira e João Cabral de Melo Neto. Os museus são modernos e bem montados, a comida é forte e saborosa, e Olinda, Patrimônio da Humanidade, fica a poucos quilômetros.
Para quem quer praia, Boa Viagem resolve o dia a dia, e Porto de Galinhas, Carneiros e Maragogi entram como passeios. É um destino que agrada tanto quem gosta de história quanto quem só quer sol.
O que fazer
Recife Antigo e Marco Zero
O bairro onde a cidade nasceu, no século 16, tem prédios históricos coloridos ocupados por bares, museus e centros culturais. A praça do Marco Zero, à beira d'água, é o ponto de partida das estradas do estado. Do alto da Torre Malakoff se vê a região inteira.
Rua do Bom Jesus
A rua mais antiga da cidade guarda a Sinagoga Kahal Zur Israel, do século 17, tida como a primeira das Américas, e a Embaixada dos Bonecos Gigantes, com o acervo do carnaval de Olinda. Aos domingos recebe uma feira de artesanato e comidas típicas.
Cais do Sertão
Museu instalado em um antigo armazém do porto, que apresenta a cultura sertaneja com muita tecnologia e interatividade. A obra de Luiz Gonzaga conduz a visita.
Paço do Frevo
Espaço dedicado ao ritmo que é símbolo de Pernambuco, com exposições sobre a história, os personagens e a dança. A entrada é paga.
Parque das Esculturas de Francisco Brennand
Fica sobre o molhe em frente ao Marco Zero e foi criado nos 500 anos do Descobrimento. A torre central é a peça mais fotografada. A travessia é feita de barquinho.
Instituto Ricardo Brennand
Um castelo em estilo medieval no bairro da Várzea, com acervo sobre o Brasil holandês, pinturas de viajantes, jardins com esculturas e uma coleção impressionante de armas brancas. Reserve pelo menos meio dia.
Oficina Brennand
Ateliê e museu a céu aberto do ceramista Francisco Brennand, com esculturas, painéis de azulejo e jardim de Burle Marx. O ambiente é silencioso e muito fotogênico.
Capela Dourada e Praça da República
No Convento de Santo Antônio, do século 17, a capela barroca é coberta de talha dourada, pinturas e azulejos. Ao lado, a praça reúne o Teatro de Santa Isabel e o Palácio do Campo das Princesas, com jardins de Burle Marx.
Pátio de São Pedro e Casa da Cultura
O pátio tem casario do século 19, a igreja de São Pedro dos Clérigos e restaurantes regionais. A Casa da Cultura ocupa a antiga casa de detenção: as celas viraram lojas de artesanato.
Praia de Boa Viagem
A praia urbana mais famosa tem 7 km de calçadão, ciclovia e quiosques. O mar é protegido por recifes, mas o banho só é liberado em alguns trechos. Respeite as placas.
Olinda
Colada ao Recife, tem ladeiras, casario colonial e igrejas dos séculos 16 e 17. Visite o Alto da Sé, o Convento de São Francisco e o Mosteiro de São Bento, com seu altar barroco revestido de ouro. A Casa dos Bonecos Gigantes fecha o passeio.
Catamarã pelo Rio Capibaribe
Os barcos mostram a cidade a partir da água, passando por pontes e bairros históricos. Há roteiros temáticos, inclusive versões divertidas para crianças.
Passeios e bate-voltas
Porto de Galinhas
A 60 km, é o bate-volta mais pedido. Na maré baixa, jangadas levam às piscinas naturais cheias de peixes. Sobra tempo para a vila e, se quiser, um passeio de bugue até Maracaípe e Muro Alto.
Praia dos Carneiros
Em Tamandaré, a 90 km. Areia branca, mar calmo e a capelinha de São Benedito à beira d'água. O catamarã vai até a Praia de Guadalupe, onde muita gente toma banho de argila.
Maragogi
São 176 km até as galés, as piscinas naturais rasas do litoral de Alagoas. O catamarã depende da maré. É um dia puxado, mas o mar compensa.
João Pessoa
A capital da Paraíba fica a 130 km. O roteiro inclui o Farol do Cabo Branco, o centro histórico e o pôr do sol na Praia do Jacaré, ao som do Bolero de Ravel.
Caruaru e Nova Jerusalém
No agreste, a 169 km. A feira de Caruaru vende barro, cordel, couro e renda renascença. Dali se segue para o teatro ao ar livre de Nova Jerusalém, palco da Paixão de Cristo. O passeio guiado não é diário e não ocorre na Semana Santa.
Fernando de Noronha
Não é bate-volta, mas combina muito bem com Recife: o voo leva cerca de uma hora. Vale reservar alguns dias só para o arquipélago.
Roteiro sugerido
Panorâmico por Recife e Olinda: Marco Zero, Praça da República, Casa da Cultura e Alto da Sé. Almoço em Olinda e jantar de comida regional.
Porto de Galinhas, com jangada às piscinas naturais. À noite, bares do Pina ou de Boa Viagem.
Maragogi ou Praia dos Carneiros, conforme a maré e a disposição para estrada.
Passeio de catamarã pelo Capibaribe pela manhã. À tarde, Capela Dourada e Pátio de São Pedro.
Instituto Ricardo Brennand e Oficina Brennand, os dois no bairro da Várzea.
Recife Antigo com calma: Cais do Sertão, Paço do Frevo, Rua do Bom Jesus e Centro de Artesanato. Últimas compras de bolo de rolo.
Onde comer e o que provar
Bolo de rolo e cartola
O bolo de rolo, com camadas finas e goiabada, é patrimônio do estado e a lembrança mais levada para casa. A cartola junta banana frita, queijo, açúcar e canela.
Cozinha sertaneja
Carne de sol com macaxeira, sarapatel, buchada, dobradinha e chambaril, um cozido de ossobuco servido com pirão. São pratos fortes; peça para dividir.
Parraxaxá
Bufê por quilo de comida regional, com baião de dois, bode guisado, charque e feijão-verde. Tem unidades em Boa Viagem e Casa Forte.
Restaurante Leite
Funciona desde 1882 e é apontado como o mais antigo do país em atividade. Peixes e frutos do mar são a especialidade, e a cartola é a sobremesa da casa.
Tio Pepe
Mais de 50 anos de cozinha regional em Boa Viagem, com carnes e peixes na brasa em porções para dividir e um pátio arborizado.
Bargaço e Camarada Camarão
O Bargaço serve frutos do mar à moda baiana no Pina. O Camarada Camarão tem dezenas de preparos com o crustáceo.
Patuá (Olinda)
Cozinha pernambucana com destaque para frutos do mar. Costuma fechar no começo da semana.
Armazéns do Porto e Cais Rooftop
No Recife Antigo, os armazéns revitalizados reúnem bares e restaurantes de frente para o rio. Na cobertura do Cais do Sertão há um restaurante com vista.
Onde ficar
Boa Viagem
É onde está a maior parte dos hotéis, perto do aeroporto, da praia, de shoppings e restaurantes. A escolha natural para a maioria dos viajantes.
Piedade
Continuação de Boa Viagem, já em Jaboatão dos Guararapes. Tem hotéis pé na areia e é um pouco mais tranquila.
Pina
Entre Boa Viagem e o centro, com bares, restaurantes e acesso mais rápido ao Recife Antigo.
A escolha do hotel depende das datas e do seu perfil: a nossa equipe indica as melhores opções em cada região.
Bom saber
Documentos
RG ou CNH para embarcar e fazer check-in. A habilitação é obrigatória para alugar carro. Não há exigência de vacina.
Voltagem
220 volts.
Fuso
Horário de Brasília.
Dicas de quem entende
- Em Boa Viagem, entre no mar apenas nos trechos sinalizados como liberados e de preferência na maré baixa, dentro dos recifes. As placas alertam para o risco de tubarões.
- Domingo é o melhor dia para o Recife Antigo: tem feira na Rua do Bom Jesus, ciclofaixa de lazer e programação para famílias.
- Os dois Brennand ficam longe da orla e perto um do outro. Visite no mesmo dia.
- Muitos museus fecham às segundas. Confira antes de montar o roteiro.
- Olinda é feita de ladeiras de pedra. Vá de tênis e nas horas menos quentes.
- Para artesanato, o Centro de Artesanato de Pernambuco, a Casa da Cultura e o Mercado de São José cobrem todos os gostos. A feirinha de Boa Viagem funciona de frente para o mar.
- No Carnaval a cidade para. Só vá nessa data se a festa for o objetivo, e reserve com muita antecedência.
- Com crianças, o Parque Dois Irmãos tem zoológico em área de Mata Atlântica e o Parque Dona Lindu fica na orla de Boa Viagem.