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Sergipe

Aracaju

Capital tranquila, de orla bem cuidada e caranguejo na mesa, porta de entrada para os cânions do São Francisco.

Melhor épocaAs máximas ficam entre 27 e 30 graus o ano todo. Julho e agosto são os meses mais frescos, com mínimas perto de 22 graus, e o período de abril a agosto é o mais chuvoso. O verão tem mais sol e mais movimento. Junho é um caso à parte: a cidade vive o São João, com o Forró Caju e o Arraiá do Povo, shows, quadrilhas e barracas de comida típica.
Quanto tempo ficarDe quatro a seis dias. Os passeios mais marcantes ficam longe da cidade e ocupam um dia inteiro cada.
Como chegarO aeroporto de Aracaju fica dentro da cidade, a cerca de 3 km da Praia de Atalaia, o que deixa o traslado rápido. Saindo de Belo Horizonte, o mais comum é voar com conexão. Maceió está a 280 km e Salvador a 330 km, para quem pensa em combinar destinos por estrada.

Por que ir

Aracaju é uma capital planejada, plana e fácil de circular, com mais de 30 km de praias de mar calmo. A Orla de Atalaia é das mais bem equipadas do Nordeste e concentra hotéis, restaurantes e a vida noturna.

A cidade fica entre dois rios, o Sergipe e o Vaza Barris, e isso rende passeios de catamarã a ilhotas que só aparecem na maré baixa. Nos arredores estão cidades históricas, a praia de Mangue Seco e o grande atrativo do estado: os cânions do Rio São Francisco.

É um destino para quem busca sossego, boa comida e preço mais em conta que o dos vizinhos famosos. Funciona muito bem com crianças e para quem gosta de variar entre praia, rio e história.

O que fazer

Orla de Atalaia

É o cartão de visita da cidade, a 10 km do centro. Tem lagos, quadras, parquinhos, passarelas até o mar e um complexo de bares e restaurantes. Os arcos ao lado do letreiro e a estátua gigante de caranguejo são as fotos clássicas.

Passarela do Caranguejo

Trecho de Atalaia onde a noite acontece, com bares e música ao vivo de forró, reggae e rock. O caranguejo chega à mesa com um martelinho para quebrar a casca e vinagrete com coentro.

Oceanário de Aracaju

Mantido pelo projeto de conservação das tartarugas marinhas, tem formato de tartaruga e tanques de água doce e salgada com espécies do litoral sergipano e do Rio São Francisco. Programa certeiro com crianças.

Praia de Aruana

Primeira praia do litoral sul, a 5 km de Atalaia. Mar tranquilo, condomínios em volta e boa oferta de barracas e restaurantes.

Praias dos Náufragos e do Refúgio

Vizinhas, entre 8 e 12 km de Atalaia. Têm pequenas dunas, coqueiros, faixa larga de areia e barracas. São mais residenciais e sossegadas.

Praia do Mosqueiro e Orla do Pôr do Sol

Na ponta sul da cidade, junto à foz do Rio Vaza Barris. A água é morna e boa para esportes náuticos, e é dali que saem os barcos de passeio. O fim de tarde na Orla do Pôr do Sol faz jus ao nome.

Coroa do Meio

Bairro entre o Rio Sergipe e o mar, com praia curta, farol iluminado à noite e orla boa para caminhar. Atenção: a correnteza ali é forte.

Museu da Gente Sergipana

Museu interativo em um prédio restaurado de 1926, no centro. Apresenta festas, culinária e personagens do estado com tecnologia. O espelho que veste o visitante com trajes típicos e a feira virtual onde se pechincha são os mais disputados.

Mercados municipais

Três mercados vizinhos no centro. O Antônio Franco e o Thales Ferraz vendem artesanato, redes, rendas e cerâmica; o Albano Franco tem frutas regionais e castanha de caju em vários sabores.

Parque da Cidade

Reserva de Mata Atlântica na zona norte, com minizoológico, mirante e um teleférico que cruza o parque.

Centro de Arte e Cultura de Sergipe

Na orla de Atalaia, reúne o trabalho de artesãos do estado. Destaque para a renda irlandesa de Divina Pastora e as esculturas de Beto Pezão.

Barra dos Coqueiros

Município vizinho, do outro lado do Rio Sergipe, alcançado pela ponte. Tem quiosques, trechos de areia desertos e a Praia de Atalaia Nova.

Passeios e bate-voltas

Cânions do São Francisco (Xingó)

O passeio mais marcante de Sergipe. São 213 km até Canindé de São Francisco, onde um catamarã navega pelas águas verdes do rio entre paredões de rocha, com parada para banho. É dia inteiro, com saída de madrugada.

Croa do Goré e Ilha dos Namorados

A 22 km de Atalaia, a croa é um banco de areia do Rio Vaza Barris que só aparece na maré baixa. Chega-se de catamarã, com música a bordo. Depois o passeio segue para a Ilha dos Namorados, com redes dentro d'água.

Mangue Seco

Povoado baiano que serviu de cenário para a novela Tieta. A travessia é de escuna e, lá, o bugue percorre dunas e coqueirais até a praia de mar calmo.

Praia do Saco

Enseada pequena de areia branca e mar claro em Estância, a cerca de 70 km. Dá para esticar de lancha ou escuna até a Ilha da Sogra.

Foz do Rio São Francisco

São cerca de 140 km até Brejo Grande. De lá, um catamarã desce até o ponto em que o Velho Chico encontra o Atlântico.

São Cristóvão e Laranjeiras

Duas cidades históricas a 30 km da capital. São Cristóvão, de 1590, é a quarta mais antiga do Brasil e foi a primeira capital sergipana; o Museu Sacro fica na Igreja de São Francisco. Laranjeiras guarda igrejas e a memória do ciclo da cana.

Parque dos Falcões

Na Serra de Itabaiana, é referência no manejo e na reabilitação de aves de rapina. A visita é guiada, em grupos pequenos, com contato próximo com gaviões e corujas. O ingresso é pago à parte.

Lagoa dos Tambaquis

Lagoa de água doce a 50 km, onde os tambaquis nadam mansos entre os banhistas e comem na mão. Tem caiaque e stand up paddle para alugar. As crianças adoram.

Roteiro sugerido

Dia 1

Passeio pela cidade: Mirante da 13 de Julho, Orla da Formosa, Largo da Gente Sergipana, Colina de Santo Antônio e mercados. Banho de mar em Aruana e jantar regional.

Dia 2

Mangue Seco, com travessia de escuna e bugue pelas dunas.

Dia 3

Cânions do São Francisco. Dia longo, com navegação entre os paredões e almoço à beira do rio.

Dia 4

Manhã de catamarã na Croa do Goré e na Ilha dos Namorados. À noite, forró.

Dia 5

Parque dos Falcões pela manhã. Tarde no Oceanário e noite de caranguejo na Passarela.

Dia 6

Praia do Saco ou Foz do São Francisco, para fechar com mais um dia de água.

Onde comer e o que provar

Caranguejo

É a iguaria da cidade, servida cozida em barracas de praia e nos bares da Passarela. Pitu, lagosta, robalo e agulhinha também aparecem nos cardápios.

Mangará

Cozinha nordestina em bufê ou à la carte, com decoração de sertão e lojinha de produtos regionais.

Pitu com Pirão da Eliana

Casa tradicional de frutos do mar em Atalaia, há décadas servindo comida sergipana.

Terra Tupi

Perto da Passarela do Caranguejo, dá toque nordestino a pratos variados: moqueca de banana-da-terra, hambúrguer no pão de macaxeira e dadinho de tapioca.

Sollo

Frutos do mar e pratos regionais em versão contemporânea, na região de Aruana.

Havanna Beach Bar e Duna Beach

Dois endereços pé na areia no Mosqueiro, com frutos do mar, drinques e serviço de praia. O Duna tem música ao vivo.

Cariri

Restaurante e casa de forró com música ao vivo, decoração colorida e pratos de carne de sol, carneiro e caranguejo.

Seu Sergipe

Em Atalaia, com música ao vivo em alguns dias e cardápio que vai do hambúrguer ao menu degustação.

Onde ficar

Atalaia

A escolha mais prática. Fica perto do aeroporto, da Passarela do Caranguejo, do Oceanário e das feiras de artesanato.

Coroa do Meio

Vizinha a Atalaia, à beira do Rio Sergipe, perto de um grande shopping. Boa para quem quer compras e restaurantes por perto.

Aruana

Mais tranquila e residencial, com mar calmo. Agrada casais e famílias que preferem ficar longe do agito.

Barra dos Coqueiros

Do outro lado do rio, é onde fica o resort com tudo incluído do estado. Para quem quer passar a maior parte do tempo no hotel.

Canindé de São Francisco

Uma noite por lá deixa o passeio dos cânions bem menos cansativo.

A escolha do hotel depende das datas e do seu perfil: a nossa equipe indica as melhores opções em cada região.

Bom saber

Documentos

RG ou CNH para embarque e check-in. Não há exigência de vacina.

Voltagem

127 volts, o popular 110. Atenção com aparelhos que só funcionam em 220.

Fuso

Horário de Brasília.

Dicas de quem entende

  • O passeio aos cânions tem mais de 400 km de estrada entre ida e volta. Deixe o dia seguinte leve.
  • A Croa do Goré depende da maré; o horário de saída muda de um dia para o outro.
  • O passeio guiado às cidades históricas não sai todos os dias. Confirme a data antes de montar o roteiro.
  • Na Coroa do Meio a correnteza é forte. Para banho, prefira Aruana, Náufragos ou Mosqueiro.
  • Castanha de caju, rapadura, licores e renda irlandesa são as melhores lembranças. Os mercados do centro têm os preços mais populares.
  • Em junho a cidade enche por causa do São João. Reserve com antecedência.
  • Quem pretende alugar carro deve levar a habilitação válida.
  • No Oceanário, vale perguntar o horário em que os animais são alimentados: é quando os visitantes podem tocar em alguns peixes.

Veja também

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