Por que ir
San Andrés é uma ilha pequena que pertence à Colômbia, mas fica bem longe do continente, mais perto da América Central. O que leva gente até lá é o mar: uma barreira de corais faz a água mudar de tom a cada trecho, do verde-claro ao azul-escuro, e rendeu o apelido de mar de sete cores.
A rotina é simples e gostosa. De dia, praia, passeio de lancha até as ilhotas vizinhas, snorkel entre peixes coloridos e uma volta pela ilha de carrinho de golfe. À noite, peixe frito, coquetel de coco e música caribenha. A cultura local mistura heranças africanas, inglesas e espanholas, e os moradores falam um crioulo de base inglesa além do espanhol.
É um Caribe mais acessível do que os destinos clássicos, com muitos hotéis no sistema tudo incluído. Agrada casais, famílias e grupos de amigos. Quem quer só descansar de frente para o mar e quem gosta de atividade na água saem igualmente satisfeitos.
O que fazer
Spratt Bight
A praia do centro, com cerca de 2 km de areia branca e mar turquesa, tendo a ilhota de Johnny Cay no horizonte. O calçadão que a acompanha concentra hotéis, restaurantes, bares e lojas. É a mais prática e a mais movimentada, com opções de jet ski e kitesurf.
Johnny Cay
A ilhota coberta de coqueiros bem em frente ao centro, a uns quinze minutos de lancha. Tem areia clara, barracas de peixe frito e reggae tocando. De um lado o mar bate mais forte; do outro, os corais formam piscinas naturais tranquilas.
Rose Cay (Aquário) e Haynes Cay
Duas ilhotas tão próximas que se vai de uma à outra caminhando com água pelos joelhos. O Aquário é um banco de areia cercado de piscinas naturais cheias de peixes, ótimo para snorkel. Em Haynes Cay, de pedras e coqueiros, há restaurante na temporada.
Cocoplum Bay e Rocky Cay
Praia protegida por recifes, de mar raso e calmo, boa para crianças. Dá para ir andando pela água até Rocky Cay, uma ilhota rochosa a cerca de 200 metros, onde um navio encalhado virou ponto de snorkel.
San Luis
No lado leste da ilha, é uma vila de casinhas de madeira coloridas no estilo caribenho, com praias mais vazias e bons restaurantes pé na areia. Um trecho conhecido é Sound Bay.
West View, La Piscinita
No lado oeste não há areia, mas a costa de coral forma piscinas naturais fundas e transparentes. O balneário tem trampolim, escorregador e muitos peixes. É parada clássica da volta à ilha.
Hoyo Soplador
Na ponta sul, uma fenda na rocha de coral funciona como um gêiser: quando a onda entra por baixo, a água e o ar sobem em um jato que pode chegar a vários metros. Depende da maré e do vento.
Caverna de Morgan
Segundo a lenda, o pirata Henry Morgan escondeu tesouros nesta gruta de coral. A visita mostra as formações rochosas e um pequeno museu temático de piratas. É um passeio rápido e curioso.
Casa Museo Isleña
Uma casa de madeira montada pelos moradores para mostrar como se vivia na ilha antigamente, com móveis, cozinha e costumes. A visita termina com dança típica ao som de calypso e reggae.
Compras no centro
San Andrés é zona franca. As lojas do centro vendem perfumes, bebidas, eletrônicos e roupas com imposto reduzido. Vale pesquisar preços antes, porque nem tudo compensa.
Passeios e bate-voltas
Lancha para Johnny Cay e Aquário
O passeio mais clássico combina as duas paradas em um dia, com tempo para banho, snorkel e almoço de peixe. No Aquário, é comum ver arraias nadando ao redor dos barcos. Sai do cais do centro.
Volta à ilha
A ilha tem cerca de 30 km de contorno e pode ser percorrida em um tour guiado de duas horas ou por conta própria, de carrinho de golfe ou buggy alugado. As paradas habituais são a Caverna de Morgan, La Piscinita, o Hoyo Soplador e San Luis.
Volta à ilha de lancha
Navegação com três paradas para snorkel: um barco naufragado, a região de Haynes Cay e a barreira de corais. Boa pedida para ver as mudanças de cor do mar de dentro da água.
Caminhada submarina e snuba
Para quem não tem curso de mergulho. Na caminhada submarina, você anda no fundo do mar, a cerca de 6 metros, com um capacete que permite respirar normalmente. No snuba, mergulha preso a uma mangueira de ar, sem cilindro nas costas.
Parasail
Um paraquedas puxado por lancha levanta até três pessoas de uma vez. Do alto, as faixas de cor do mar ficam ainda mais nítidas.
Passeio de barco pela baía
Navegação de umas duas horas em clima de festa, com música e coquetel, para ver a ilha a partir do mar. Há também plataformas flutuantes com bar e espreguiçadeiras, para passar a tarde e ver o pôr do sol.
Ilha de Providência
A ilha vizinha fica a uns 90 km, com acesso em avião pequeno, em voo de cerca de vinte minutos. É mais montanhosa, tranquila e preservada, com o Cayo Cangrejo para snorkel e um parque nacional marinho. Vale passar pelo menos duas noites.
Roteiro sugerido
Chegada, banho de mar em Spratt Bight e caminhada pelo calçadão. Jantar de frutos do mar perto do cais.
Passeio de lancha para Johnny Cay e para o Aquário, com snorkel e almoço de peixe frito. Noite livre no centro.
Volta à ilha de carrinho de golfe: Caverna de Morgan, La Piscinita, Hoyo Soplador e almoço em San Luis. Na volta, pare em Cocoplum para caminhar até Rocky Cay.
Dia de atividade na água: caminhada submarina, snuba ou parasail. Fim de tarde em um passeio de barco pela baía.
Manhã de praia e compras nas lojas do centro antes do voo. Quem tem mais dias segue para Providência ou Cartagena.
Onde comer e o que provar
Rondón
O prato símbolo da ilha é um ensopado de peixe cozido devagar no leite de coco, com mandioca, banana e, às vezes, caracol e rabo de porco. É encorpado e tradicionalmente feito para compartilhar.
Mojarra frita com patacones
Peixe frito inteiro, servido com arroz de coco, salada e rodelas de banana verde frita. É o almoço padrão das ilhotas e das barracas de praia.
Caranguejo e bolinhos de peixe
A carne de caranguejo aparece em empanadas, sopas e até hambúrguer. De abril a julho, época de reprodução, o caranguejo fica proibido nos cardápios. As almôndegas de peixe ao molho de coco e a fruta-pão frita são outros clássicos.
Coco loco
O coquetel da ilha mistura rum, vodca, tequila, limão e água de coco. É forte, apesar de descer fácil.
La Regatta
O restaurante mais conhecido de San Andrés fica em um deque sobre o mar, perto do cais. Lagosta, peixes e frutos do mar em ambiente caprichado. Reserve para o jantar.
Donde Francesca
Em San Luis, pé na areia, com cozinha caribenha de frutos do mar. Dá para passar o dia, usando as cadeiras de praia do restaurante.
Capitán Mandy
Casa simples e tradicional de comida local: peixe frito, polvo, caranguejo e caracol.
Onde ficar
Centro e Spratt Bight
A região mais prática: perto do aeroporto, da praia principal, do cais de onde saem as lanchas, das lojas e dos restaurantes. Ideal para quem quer fazer tudo a pé e sair à noite.
Cocoplum Bay
A uns 5 km do centro, com mar calmo e raso. Boa escolha para famílias com crianças e para quem prefere resort de praia com tudo incluído.
San Luis
A cerca de 10 km do centro, mais sossegado e com cara de vila caribenha. Combina com quem quer descanso e não se importa de depender de táxi ou carrinho alugado.
A escolha do hotel depende das datas e do seu perfil: a nossa equipe indica as melhores opções em cada região.
Bom saber
Documentos
O mais seguro é viajar com passaporte válido por pelo menos seis meses, principalmente por causa das conexões internacionais. Não é preciso visto para a Colômbia. Além disso, todo visitante paga a taxa de turismo da ilha antes do embarque para San Andrés.
Vacina
A Colômbia pede o certificado internacional de vacinação contra febre amarela de viajantes que saem do Brasil. Tome a vacina pelo menos dez dias antes e confirme a exigência atual com a agência.
Moeda
Peso colombiano. Leve dólares para trocar em casas de câmbio. Cartões internacionais são aceitos em hotéis, lojas e restaurantes maiores.
Idioma
Espanhol. Os nativos também falam um crioulo de base inglesa, e o inglês é comum. Com portunhol dá para se virar bem.
Fuso
Duas horas a menos que o horário de Brasília.
Tomada e voltagem
110 V, com tomadas de dois pinos chatos, no padrão americano. Leve adaptador.
Seguro-viagem
É exigido um seguro de viagem internacional para a Colômbia e, de qualquer forma, é recomendado em um destino de ilha com atividades no mar.
Dicas de quem entende
- Para entrar na ilha é cobrada uma taxa de turismo, paga antes de embarcar no voo para San Andrés. Guarde o comprovante até a saída.
- Leve sapatilha aquática. Em vários pontos o fundo é de coral e pedra, e ela faz diferença em La Piscinita, no Aquário e em Rocky Cay.
- Os táxis não têm taxímetro nem ar-condicionado. Combine o preço antes. Não há aplicativo de transporte na ilha.
- Carrinho de golfe e buggy são alugados por hora ou por dia e são o jeito mais divertido de dar a volta na ilha. Dirija com atenção: as motos são muitas.
- Use protetor solar que não agrida os corais e não pise neles nem alimente os peixes.
- As saídas de lancha dependem do vento e do mar. Deixe os passeios de barco para os primeiros dias, para ter margem se algum for cancelado.
- As lanchas param no meio da tarde, e Johnny Cay fecha cedo. Programe os passeios de ilhota para a manhã.
- Leve dólares para trocar por pesos e tenha dinheiro em espécie para barracas de praia, taxas de entrada e pequenos gastos.
- Se o voo fizer conexão no Panamá, o passaporte é indispensável. Confira também se o país da conexão faz alguma exigência extra.
- A internet e o sinal de celular na ilha são mais fracos que no continente. Baixe mapas e comprovantes antes.