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Colômbia

Cartagena

Cidade colonial murada à beira do Caribe, com sacadas floridas, noites de salsa e ilhas de água transparente por perto.

Melhor épocaA temperatura fica em torno de 27 graus o ano todo, com bastante umidade. Os meses mais secos são dezembro, janeiro, julho e agosto, que também são os mais cheios e caros. As chuvas se concentram em abril e maio e, principalmente, em outubro e novembro, em geral em pancadas fortes no fim do dia. Fora desses picos de chuva, dá para ir em qualquer época. Entre dezembro e março venta mais, o que alivia o calor, mas pode deixar o mar agitado nas travessias de lancha.
Quanto tempo ficarQuatro a cinco dias: dois para a cidade histórica e dois para as ilhas e praias. Com uma semana, dá para dormir uma ou duas noites em Barú ou nas Ilhas do Rosário.
Como chegarO Aeroporto Internacional Rafael Núñez fica a apenas 6 km do centro histórico, coisa de quinze minutos de carro. Saindo do Brasil, o caminho mais comum é com conexão em Bogotá, de onde o voo até Cartagena dura cerca de uma hora e meia; também há opções com conexão na Cidade do Panamá. De Belo Horizonte, conte com pelo menos uma conexão e um dia inteiro de viagem.

Por que ir

Cartagena das Índias é uma das cidades coloniais mais bonitas das Américas. Dentro das muralhas erguidas pelos espanhóis, as ruas estreitas são ladeadas por sobrados coloridos com sacadas de madeira cheias de flores, praças animadas e igrejas centenárias. Foi cenário de livros de Gabriel García Márquez, que tinha casa ali.

Fora das muralhas, a cidade tem um lado moderno, com prédios altos e praias urbanas em Bocagrande, e um lado boêmio, no bairro de Getsemani. O mar mais bonito, porém, fica um pouco adiante: nas Ilhas do Rosário e na península de Barú, a água é clara e a areia, branca.

É um destino que mistura história, praia, boa comida e vida noturna. Funciona muito bem para casais e lua de mel, para grupos de amigos e para quem quer um Caribe com mais cultura do que resort. Faz calor o ano inteiro.

O que fazer

Centro histórico e Porta do Relógio

A entrada principal da cidade murada é a Porta do Relógio, com sua torre amarela. Ela dá na Plaza de los Coches, de onde saem as carruagens, e no Portal de los Dulces, com barracas de doces de coco e tamarindo. A partir dali, o melhor programa é andar sem roteiro pelas ruas de sobrados e sacadas.

Muralhas e pôr do sol

Os muros de pedra começaram a ser construídos no século 16 para proteger a cidade de piratas e invasores e somam cerca de 11 km. Dá para caminhar por cima de vários trechos. No fim da tarde, todo mundo sobe para ver o sol descer no Caribe; o Café del Mar, instalado em um baluarte, é o ponto mais disputado.

Castelo de San Felipe de Barajas

Fora das muralhas, no alto de um morro, é a maior fortaleza que os espanhóis construíram nas Américas. Resistiu a um grande ataque britânico no século 18. A visita passa por rampas, canhões e túneis estreitos, com vista ampla da cidade e da baía. Vá cedo, por causa do sol.

Plaza Santo Domingo

Uma das praças mais animadas, cercada de bares e restaurantes com mesas ao ar livre. Tem a igreja de Santo Domingo, a mais antiga da cidade, e a Gertrudis, escultura de uma mulher deitada, obra de Fernando Botero.

Igreja de San Pedro Claver e Catedral

A igreja e o claustro homenageiam o padre jesuíta que dedicou a vida aos africanos escravizados que chegavam ao porto. A poucos quarteirões fica a Catedral de Santa Catalina de Alejandría, com sua torre colorida, uma das imagens mais fotografadas de Cartagena.

Palácio da Inquisição e museus

O casarão do século 18 onde funcionava o tribunal da Inquisição hoje é o Museu Histórico da cidade. Perto dele, o Museu do Ouro mostra peças do povo zenú, que vivia no norte da Colômbia antes dos espanhóis. O Museu Naval do Caribe conta a história da cidade pelo mar.

Getsemani

Colado ao centro histórico, era um bairro popular e virou o endereço mais descolado de Cartagena. Tem ruas enfeitadas com bandeirinhas e guarda-chuvas, muros grafitados, bares de salsa e bons restaurantes. À noite, a praça da Trinidad enche de gente e comida de rua.

Bocagrande e El Laguito

A parte moderna, em uma faixa de terra cheia de prédios altos, a 2 km do centro. As praias têm areia escura e mar calmo e morno, com estrutura de barracas e muitos vendedores. Servem para um banho rápido, mas não são o mar do cartão-postal.

Las Bóvedas e as compras

Antigas celas encostadas na muralha foram transformadas em mais de vinte lojinhas de artesanato. É o lugar para comprar as bolsas wayuu, coloridas e tecidas à mão, chapéus, redes e cerâmica. A Colômbia também é terra de esmeraldas, vendidas em joalherias do centro e de Bocagrande.

Monumentos da cidade

Perto do castelo ficam a estátua da Índia Catalina, intérprete entre indígenas e espanhóis no início da colonização, e a escultura Los Zapatos Viejos, um par de botas gigante. No centro histórico, um busto de Gabriel García Márquez guarda as cinzas do escritor no claustro da universidade.

Passeios e bate-voltas

Ilhas do Rosário

Arquipélago de quase trinta ilhas dentro de um parque nacional, a cerca de uma hora de lancha. A água é transparente e boa para snorkel. Os passeios de dia inteiro costumam levar a uma ilha com estrutura de clube de praia e almoço incluído. Leve dinheiro em espécie para as taxas de embarque e do parque.

Playa Blanca, em Barú

A praia mais famosa da região fica na península de Barú, a uns 40 km. Areia clara e mar azul-turquesa, com barracas simples e bastante movimento. Chega-se de lancha ou por estrada. Quem busca sossego deve preferir os clubes de praia em trechos mais reservados de Barú.

Navegação ao entardecer pela baía

Passeio de barco de cerca de uma hora e meia, com música e bebidas, para ver as muralhas, o castelo e os prédios de Bocagrande iluminados enquanto o sol se põe.

Chiva rumbera

A chiva é um ônibus aberto, todo pintado, com banda tocando salsa e cumbia a bordo. O passeio noturno roda pelos principais pontos da cidade em clima de festa. É bem turístico e divertido para ir em grupo.

Passeio de carruagem

À noite, com as fachadas iluminadas e menos calor, as carruagens percorrem as ruelas do centro histórico. Um programa romântico, que pode ser combinado com um jantar dentro das muralhas.

Santa Marta

Bate-volta bem longo, de dia inteiro na estrada, até a cidade mais antiga da Colômbia, onde morreu Simón Bolívar. Só compensa para quem tem vários dias em Cartagena e muito interesse em história. O ideal é dormir lá.

Roteiro sugerido

Dia 1

Chegada e primeiro passeio pelo centro histórico no fim da tarde, quando o calor diminui. Pôr do sol nas muralhas e jantar na Plaza Santo Domingo.

Dia 2

Castelo de San Felipe logo cedo. Depois, caminhada pela cidade murada: Porta do Relógio, San Pedro Claver, Palácio da Inquisição e Las Bóvedas. À noite, Getsemani e salsa no Café Havana.

Dia 3

Dia inteiro nas Ilhas do Rosário, com banho de mar, snorkel e almoço de peixe com arroz de coco.

Dia 4

Manhã livre para museus ou compras. No fim da tarde, navegação pela baía ao entardecer. Jantar de frutos do mar.

Dia 5

Praia em Barú, com mais calma, em um clube de praia. Na volta, passeio de carruagem ou de chiva para se despedir.

Onde comer e o que provar

Peixe frito com arroz de coco e patacones

É o prato da praia: pargo frito inteiro, arroz cozido no leite de coco, de sabor levemente adocicado, e rodelas de banana-da-terra frita. Aparece em praticamente todo almoço nas ilhas.

Arepa de ovo e carimañola

Os salgados de rua de Cartagena. A arepa é um bolinho de milho frito recheado com ovo; a carimañola é feita de massa de mandioca com carne ou queijo. Ótimos no café da manhã ou no lanche.

Cazuela de mariscos e sancocho

A cazuela é uma sopa cremosa de frutos do mar com leite de coco. O sancocho é o ensopado colombiano, que na costa leva peixe, mandioca e banana. Para sobremesa, prove os doces de coco do Portal de los Dulces e as frutas vendidas pelas palenqueras, com seus vestidos coloridos.

La Cocina de Socorro

Em Getsemani, restaurante tradicional de comida caribenha. Peça a limonada de coco, bebida cremosa que virou marca da cidade.

Club de Pesca

Dentro de um antigo forte no bairro de Manga, com mesas à beira da marina. Peixes e frutos do mar com toque mediterrâneo, bom para um jantar especial.

Centro histórico

Dentro das muralhas, El Santísimo mistura cozinha francesa e caribenha, o Alma tem cardápio variado em um pátio colonial e o Palo Santo é conhecido pela lagosta. Na alta temporada, reserve.

Noite de salsa e drinques

O Café Havana, em Getsemani, é a casa de salsa mais famosa da cidade, com banda ao vivo. O Donde Fidel é um bar pequeno e tradicional ao lado da Porta do Relógio, e o Alquímico ocupa um casarão de três andares com coquetéis autorais.

Onde ficar

Centro histórico

A hospedagem mais charmosa, em casarões e antigos conventos restaurados, com tudo a pé. É a melhor escolha para casais. Custa mais e não tem praia.

Getsemani

A poucos minutos a pé das muralhas, com clima jovem, bares e restaurantes. Bom custo-benefício para quem gosta de sair à noite. Pode ser barulhento.

Bocagrande e El Laguito

Hotéis grandes de frente para o mar, alguns com tudo incluído e recreação infantil. Prático para famílias. O centro histórico fica a uma corrida curta de táxi.

Barú e Ilhas do Rosário

Para quem quer acordar de frente para o mar azul. Resorts e hotéis de praia, vários com tudo incluído. O ideal é dividir a viagem: algumas noites na cidade e outras na praia.

A escolha do hotel depende das datas e do seu perfil: a nossa equipe indica as melhores opções em cada região.

Bom saber

Documentos

Brasileiro entra na Colômbia com RG original em bom estado ou passaporte válido. A CNH não é aceita. Não é preciso visto para turismo.

Vacina

A Colômbia pede o certificado internacional de vacinação contra febre amarela de viajantes que saem do Brasil. A vacina deve ser tomada pelo menos dez dias antes do embarque. Confirme a exigência atual com a agência antes de viajar.

Moeda

Peso colombiano. O mais prático é levar dólares e trocar em casas de câmbio. Cartões de crédito são bem aceitos em hotéis, restaurantes e lojas.

Idioma

Espanhol. Com portunhol e boa vontade, a comunicação flui.

Fuso

Duas horas a menos que o horário de Brasília.

Tomada e voltagem

110 V, com tomadas de dois pinos chatos, no padrão americano. Leve adaptador.

Seguro-viagem

Não é obrigatório, mas é recomendado para qualquer viagem internacional.

Dicas de quem entende

  • O calor é forte e úmido. Faça os passeios a pé de manhã cedo e no fim da tarde, e deixe o meio do dia para piscina, museu com ar-condicionado ou descanso.
  • Táxi não tem taxímetro. Combine o valor antes de entrar, de preferência perguntando no hotel quanto custa o trajeto.
  • Não vale a pena alugar carro. O centro se faz a pé e, para o resto, táxi resolve.
  • Nas praias e no centro há muitos vendedores insistentes. Pergunte o preço antes de aceitar qualquer coisa, inclusive massagem, foto com as palenqueras e petiscos oferecidos como cortesia.
  • Para as ilhas, as lanchas saem cedo e voltam no meio da tarde, antes de o mar ficar mais agitado. Quem enjoa deve se prevenir e sentar no fundo do barco.
  • Leve dinheiro em espécie nos passeios de barco, para taxas de embarque e do parque nacional, que costumam ser pagas à parte.
  • Roupa leve, chapéu, protetor solar e repelente são indispensáveis. Uma garrafa de água na bolsa também.
  • A gorjeta de 10% é sugerida na conta de bares e restaurantes, mas não é obrigatória.
  • Cartagena combina bem com San Andrés, a uma hora e meia de voo, ou com alguns dias em Bogotá na ida ou na volta.

Veja também

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