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Santa Catarina

Florianópolis

Dezenas de praias, vilas açorianas, ostras frescas e noite animada na Ilha da Magia.

Melhor épocaO verão é a alta temporada, com máximas em torno de 28 graus, mar mais quente e praias cheias, principalmente entre o Natal e o Carnaval. De junho a setembro a temperatura cai, com máximas médias perto de 21 graus, e a água fica fria, mas os dias de sol são bons para trilhas, centro histórico e gastronomia. A partir de maio começa a temporada da tainha, quando o peixe chega fresco aos restaurantes. Março, abril, novembro e o começo de dezembro costumam ser a melhor combinação de calor, mar agradável e menos trânsito.
Quanto tempo ficarCom quatro dias você conhece o centro, a Lagoa da Conceição e uma amostra das praias do norte e do sul. Uma semana permite explorar a ilha com calma e incluir um bate-volta ao Beto Carrero World, a Balneário Camboriú ou a Blumenau.
Como chegarO Aeroporto Internacional Hercílio Luz fica na própria ilha, a cerca de 11 km do centro. As praias do norte, como Canasvieiras, Jurerê e Ingleses, estão a aproximadamente 25 a 35 km do centro, então o tempo de traslado varia bastante conforme a região da hospedagem e o trânsito.

Por que ir

Florianópolis tem um pedaço no continente e outro, o principal, na Ilha de Santa Catarina. É na ilha que estão as praias, a Lagoa da Conceição e os bairros fundados por imigrantes dos Açores, com casario colorido e igrejas antigas.

A variedade é o ponto forte. O norte tem mar calmo e estrutura completa, o leste tem ondas, dunas e gente jovem, e o sul guarda vilas de pescadores e praias quase selvagens. Somam-se a isso clubes de praia famosos, bares com música ao vivo e uma cozinha de frutos do mar que rendeu à cidade o título de Cidade Criativa da Gastronomia pela Unesco.

O apelido Ilha da Magia vem da paisagem, mas também do folclore local, cheio de histórias de bruxas e luzes misteriosas. Funciona para famílias, casais, grupos de amigos e para quem viaja sozinho.

O que fazer

Jurerê

Praia de mar verde e calmo, com pouco mais de 3 km. O lado conhecido como Jurerê Internacional reúne mansões, restaurantes e clubes de praia sofisticados. O canto oposto, Jurerê Tradicional, é mais simples, com moradores antigos e restaurantes típicos.

Praia do Forte

Vizinha de Jurerê, pequena, de areia branca e água mansa. Fica aos pés da Fortaleza de São José da Ponta Grossa, que vale a visita. Tem restaurantes e é ótima para famílias.

Canasvieiras, Cachoeira do Bom Jesus e Lagoinha do Norte

O trio do norte da ilha tem mar calmo e mais quente, areia firme para caminhar e muita estrutura de hotéis, mercados e restaurantes. São as praias mais práticas para quem viaja com crianças. Na Lagoinha, com a água clara, os pequenos se divertem vendo peixes perto das pedras.

Ingleses e Praia Brava

Ingleses tem quase 5 km, beira de mar tranquila e dunas onde se pratica sandboard. A Praia Brava, logo ao lado, tem ondas fortes para surfe, areia fina e boa estrutura de bares e clubes de praia.

Lagoa da Conceição

É o coração da ilha. De dia, dá para remar de caiaque ou stand up paddle, fazer aula de windsurfe, passear de barco, ver o artesanato da Avenida das Rendeiras e subir ao mirante do morro. À noite, o Centrinho da Lagoa ferve com bares, música ao vivo e restaurantes de frutos do mar.

Joaquina e Praia Mole

As duas praias mais famosas do leste. A Joaquina tem mais de 3 km de areia clara, ondas de campeonato e dunas para sandboard. A Mole é ponto de encontro de gente jovem, com bares e música. O mar das duas tem correnteza forte, então entre só perto dos guarda-vidas.

Barra da Lagoa

Vila de pescadores entre a lagoa e o mar aberto, com ondas suaves e areia branca. É a preferida de muitas famílias e tem restaurantes simples e bons, de frente para a praia.

Santo Antônio de Lisboa

O bairro mais charmoso da herança açoriana, na costa noroeste. Tem casario colorido, ruas de pedra, a igreja de Nossa Senhora das Necessidades e a Casa Açoriana, de artesanato. O programa clássico é chegar no fim da tarde, ver o sol se pôr sobre a baía e jantar ostras ali mesmo.

Ribeirão da Ilha

Um dos distritos mais antigos da cidade, no sul, com casas geminadas coloridas, a Igreja de Nossa Senhora da Lapa e praias pequenas de água parada. É onde ficam as fazendas marinhas de ostras e os restaurantes que as servem recém-colhidas.

Praias do sul: Armação, Pântano do Sul e Lagoinha do Leste

A Armação tem um canto de surfe e outro calmo, de onde saem barcos. O Pântano do Sul é colônia de pescadores com faixa larga de areia e restaurantes de peixe fresco. A Lagoinha do Leste, só alcançada por trilha de dificuldade média, é uma das praias mais preservadas da ilha, com uma lagoa de água doce atrás da areia.

Centro histórico e Mercado Público

Em poucas quadras estão a Praça 15 de Novembro, a Catedral Metropolitana, o Palácio Cruz e Sousa, que abriga o Museu Histórico de Santa Catarina, e a antiga Casa da Alfândega, hoje centro de artesanato. O Mercado Público, do fim do século 19, é o lugar do happy hour com camarão, peixe frito e chope.

Ponte Hercílio Luz e Beira-Mar Norte

Inaugurada em 1926, a ponte pênsil foi a primeira ligação entre a ilha e o continente e é o cartão-postal da cidade. Ficou décadas fechada e foi reaberta no fim de 2019. A Avenida Beira-Mar Norte, com ciclovia e calçadão, é o melhor lugar para vê-la iluminada ao entardecer.

Passeios e bate-voltas

Ilha do Campeche

Ilhota de água transparente em frente à Praia do Campeche, com trilhas que levam a inscrições rupestres. Os barcos saem do Campeche e da Armação, e no verão também da Barra da Lagoa. O número de visitantes é controlado, então garanta a vaga com antecedência e leve máscara de mergulho.

Centro histórico e leste da ilha

Roteiro de dia inteiro que dá uma visão geral da cidade: mirante da Ponte Hercílio Luz, praça, catedral, Largo da Alfândega e Mercado Público, seguidos da Lagoa da Conceição, da Joaquina e de almoço na Barra da Lagoa.

Sul da ilha

Começa em Ribeirão da Ilha, sobe ao Mirante do Morro das Pedras, de onde se veem Armação, Matadeiro e Campeche, passa pelo Parque Municipal da Lagoa do Peri, com lagoa de água doce cercada de mata, e termina com praia e almoço no Pântano do Sul.

Jurerê e Santo Antônio de Lisboa

Meio dia que junta dois extremos da cidade: o lado sofisticado de Jurerê Internacional e a vila açoriana de Santo Antônio, com pôr do sol e ostras para fechar.

Beto Carrero World

O parque fica em Penha, a cerca de 120 km. É um dia longo, com montanhas-russas, áreas temáticas, zoológico e shows. Vale mais a pena para quem viaja com crianças e adolescentes.

Balneário Camboriú

A 82 km, combina praia urbana com atrações como o bondinho do Parque Unipraias, que liga a Praia Central a Laranjeiras, e a roda-gigante com vista para a orla.

Nova Trento e Brusque

Em Nova Trento, de colonização italiana, visita-se o Santuário de Santa Paulina e uma vinícola com degustação de vinhos, queijos e salames. Brusque, ao lado, é polo têxtil com centros de compras de roupas e artigos de cama, mesa e banho.

Blumenau

A 150 km, é a mais alemã das grandes cidades catarinenses, com arquitetura enxaimel, Museu da Cerveja e Parque Vila Germânica. Em outubro recebe a Oktoberfest.

Roteiro sugerido

Dia 1

Chegada e primeira praia no norte: Jurerê ou Praia do Forte. Almoço com o pé na areia e fim de tarde em Santo Antônio de Lisboa, para ver o pôr do sol e jantar ostras.

Dia 2

Centro histórico pela manhã, com praça, catedral, Palácio Cruz e Sousa e mirante da Ponte Hercílio Luz. À tarde, Lagoa da Conceição e dunas da Joaquina. Jantar e música ao vivo no Centrinho da Lagoa.

Dia 3

Sul da ilha: Ribeirão da Ilha, Mirante do Morro das Pedras, Lagoa do Peri e praia no Pântano do Sul, com almoço de frutos do mar.

Dia 4

Ilha do Campeche, se o mar permitir. Como alternativa, dia de praia na Barra da Lagoa com sequência de camarão no almoço.

Dia 5

Bate-volta: Beto Carrero World para quem está com crianças, ou Balneário Camboriú com bondinho e roda-gigante.

Dia 6

Manhã livre na praia perto da hospedagem, happy hour de despedida no Mercado Público e volta para casa.

Onde comer e o que provar

Ostras

Santa Catarina responde por quase toda a produção nacional de moluscos, e boa parte sai da Grande Florianópolis. As ostras são servidas ao natural, ao bafo ou gratinadas. O Ostradamus, em Ribeirão da Ilha, cultiva as suas em fazenda própria.

Sequência de camarão

É o prato mais famoso da ilha: o camarão chega à mesa em vários preparos, um depois do outro, como ao alho e óleo, à milanesa e ao bafo, muitas vezes com casquinha de siri, peixe e pirão. O Dois Irmãos, na Barra da Lagoa, é conhecido pela fartura.

Tainha e pirão de peixe

Na temporada, a partir de maio, a tainha é servida frita em postas ou recheada com farofa de ovas. O pirão, feito com caldo de peixe e farinha de mandioca, acompanha quase tudo.

Pastel de berbigão

O berbigão é um molusco típico do litoral catarinense. Bem temperado, vira recheio de pastel e é a entrada clássica nos restaurantes da ilha.

Santo Antônio de Lisboa e Sambaqui

A rota gastronômica do pôr do sol reúne casas à beira da baía. O Pitangueiras tem deque sobre o mar em Sambaqui, e o Villa do Porto serve cozinha portuguesa e espanhola em um casarão de 1840.

Pântano do Sul

O Arante é uma instituição: restaurante de frutos do mar à beira da praia, com paredes e teto cobertos por milhares de bilhetes deixados pelos clientes.

Mercado Público

Bares lado a lado servem porções de camarão, peixe frito e ostras com chope gelado. No fim da tarde costuma ter samba e pagode ao vivo.

Lagoa da Conceição

Boa para jantar sem compromisso e esticar a noite. Há pizzarias, como a Nave Mãe, restaurantes de cardápio variado e bares com cerveja artesanal e bandas.

Onde ficar

Norte da ilha (Canasvieiras, Cachoeira do Bom Jesus, Ingleses)

Mar calmo, muita estrutura de comércio e hospedagem para todos os bolsos. É a escolha mais comum de famílias com crianças. Fica longe do centro e do sul, então conte com deslocamentos maiores para os passeios.

Jurerê

Para quem quer praia tranquila de dia e clubes de praia, bons restaurantes e badalação à noite. É uma das regiões mais caras da ilha.

Lagoa da Conceição e leste

Posição central na ilha, perto da Joaquina, da Mole e da Barra da Lagoa, com a melhor vida noturna. Combina com casais e grupos de amigos.

Centro e Beira-Mar Norte

Base urbana, perto do aeroporto, do Mercado Público, de shoppings e restaurantes. Boa para estadias curtas e para quem vai alugar carro e explorar uma região por dia. Não é região de banho de mar.

Praia do Santinho

No extremo nordeste, com areia mais vazia, ondas fortes e inscrições rupestres nos costões. Indicada para quem procura sossego e hospedagem com estrutura completa de lazer.

A escolha do hotel depende das datas e do seu perfil: a nossa equipe indica as melhores opções em cada região.

Bom saber

Voltagem

Florianópolis usa 220 volts.

Festa do Divino

Em Santo Antônio de Lisboa a festa é celebrada desde o século 18 e costuma acontecer entre o fim de agosto e o começo de setembro, com procissão, música e comidas típicas.

Documentos

Documento oficial com foto para o voo e o check-in. Crianças e adolescentes viajam com RG ou certidão de nascimento.

Dicas de quem entende

  • A ilha é grande e o trânsito entre norte, leste e sul é lento no verão. Agrupe os passeios por região e saia cedo.
  • Carro alugado ou passeios com transporte fazem diferença. Depender só de ônibus urbano toma muito tempo.
  • Escolha a região da hospedagem pelo estilo da viagem: norte para crianças e mar calmo, Lagoa para noite e surfe, Jurerê para clubes de praia.
  • Joaquina, Mole, Brava e Santinho têm correnteza. Respeite as bandeiras e fique perto dos postos de guarda-vidas.
  • A água no sul e no leste é mais fria que no norte, mesmo no verão.
  • O passeio à Ilha do Campeche depende do mar e tem número limitado de visitantes por dia. Reserve antes e deixe um dia alternativo.
  • A trilha da Lagoinha do Leste é puxada e sem estrutura na chegada. Leve água, lanche, protetor e calçado adequado.
  • Em Santo Antônio de Lisboa e Ribeirão da Ilha, chegue antes do pôr do sol nos fins de semana para conseguir mesa.
  • De maio a julho, na pesca da tainha, algumas praias restringem o surfe. Em compensação, é a melhor época para comer o peixe.
  • Nos clubes de praia de Jurerê Internacional costuma haver consumação mínima. Pergunte antes de sentar.

Veja também

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