Por que ir
Natal é conhecida como a cidade do sol, e não é exagero: o tempo firme domina boa parte do ano. Fundada em 1599, a capital potiguar tem uma orla longa, que vai da movimentada Ponta Negra, aos pés do Morro do Careca, até a tradicional Redinha.
O que faz a fama do destino, porém, está em volta: as dunas de Genipabu percorridas de bugue, os parrachos de Maracajaú, as falésias de Pipa, lagoas de água doce e vilas de pescadores. Quase tudo cabe em bate-voltas de um dia.
Combina com famílias, com quem gosta de aventura leve e com quem viaja para comer. Potiguar quer dizer comedor de camarão, e os restaurantes levam isso a sério.
O que fazer
Ponta Negra e Morro do Careca
A praia mais movimentada da cidade tem calçadão, quiosques, hotéis e restaurantes. O Morro do Careca, uma duna de mais de 100 metros cercada de vegetação, é o cartão-postal. Subir é proibido, por proteção ambiental.
Dunas de Genipabu de bugue
O passeio mais tradicional de Natal fica a 25 km. O bugueiro pergunta se você quer com ou sem emoção: com manobras nas dunas ou só contemplativo. Na Lagoa de Jacumã há esquibunda e aerobunda, que terminam dentro d'água. Também há passeio de dromedário.
Forte dos Reis Magos
A fortaleza em forma de estrela começou a ser erguida em 6 de janeiro de 1598 e foi ocupada pelos holandeses no século 17. Conserva canhões, capela e alojamentos. Fica na Praia do Forte, onde os arrecifes formam piscinas naturais.
Cajueiro de Pirangi
Em Parnamirim, a 15 km, é reconhecido como o maior cajueiro do mundo. A copa cobre mais que um campo de futebol e pode ser vista de um mirante. Em volta há lojinhas de artesanato.
Via Costeira e Parque das Dunas
A avenida liga Ponta Negra às praias centrais, entre o mar e as dunas, e concentra os grandes resorts. O Parque das Dunas tem trilhas guiadas, mirantes e o Bosque dos Namorados, com área de piquenique e parquinho.
Praia dos Artistas, do Meio e Areia Preta
São as praias urbanas próximas ao centro. A dos Artistas tem ondas para surfe, bares e um grande centro de artesanato. Do mirante da Ladeira do Sol se vê todo o trecho. Em Areia Preta, as falésias escuras dão nome à praia.
Redinha e a ginga com tapioca
Antiga vila de pescadores do outro lado do Rio Potengi. A tradição é comer ginga com tapioca no Mercado Público: peixinho frito no palito dentro da tapioca.
Aquário Natal
Na Redinha, no caminho de Genipabu. Tem cerca de 60 espécies, de cavalos-marinhos a pinguins, e permite tocar em alguns animais. Bom para crianças.
Pôr do sol no Rio Potengi
O passeio de catamarã dura cerca de uma hora e passa pelo Forte, pela Ponte Newton Navarro e pelo mangue, com música a bordo.
Centro de Turismo
Antiga casa de detenção do século 19 em que as celas viraram lojas de artesanato. Tem galeria de arte e, às quintas à noite, o Forró com Turista.
Arena das Dunas
O estádio construído para a Copa de 2014 tem arquitetura inspirada nas dunas e pode ser conhecido em visita guiada.
Camurupim
A 30 km ao sul, tem piscinas naturais mornas protegidas por arrecifes e um parque aquático à beira-mar. Programa tranquilo para quem viaja com crianças.
Passeios e bate-voltas
Praia da Pipa
A 85 km, é o bate-volta mais pedido. O vilarejo tem falésias, golfinhos na baía, o mirante do Chapadão com vista para a Praia do Amor e uma rua principal cheia de lojas e restaurantes. Quem puder deve dormir pelo menos uma noite.
Maracajaú
A 65 km ao norte. Os parrachos são recifes a 7 km da costa que formam um aquário natural na maré baixa, visitado de barco e com snorkel. Na praia também há passeio de quadriciclo pelas dunas.
Barra do Cunhaú
A 90 km, em Canguaretama. Tem manguezal preservado, piscinas naturais e viveiros de camarão que abastecem os restaurantes. De barco se chega à Praia da Restinga.
Baía Formosa e Sagi
Falésias, praias desertas e Mata Atlântica a 95 km, quase na divisa com a Paraíba. O bugue vai até a Praia de Sagi, com parada para banho na Lagoa da Coca-Cola, de água escura.
Galinhos
Vila em uma península a 160 km, onde não circulam carros: o transporte é de charrete. Tem salinas de um branco que lembra neve, dunas, farol e mar de água muito salgada, em que se boia com facilidade.
São Miguel do Gostoso e Touros
No litoral norte, entre 95 e 115 km. Praias quase vazias, vento constante e clima de vila. Destino certo para velejadores e para quem quer sossego.
Barra do Punaú e Rio do Fogo
Em Punaú, o rio de água morna encontra o mar entre dunas e coqueiros. Em Rio do Fogo, o dia é na Praia de Perobas, com lancha opcional até os parrachos.
Panorâmico com litoral norte
Passa pelas praias urbanas, pelos bairros antigos e pela Ponte Newton Navarro, e termina com banho de mar em Porto Mirim.
Roteiro sugerido
Chegada e almoço em Ponta Negra, com vista para o Morro do Careca. Tarde de praia.
Bugue pelas dunas de Genipabu, com lagoas e esquibunda. Na volta, ginga com tapioca na Redinha.
Praia da Pipa: falésias, golfinhos e passeio pela vila.
Maracajaú, com mergulho de snorkel nos parrachos.
Barreira do Inferno, Cajueiro de Pirangi e piscinas naturais de Camurupim. Dia leve.
Barra do Cunhaú ou Baía Formosa. Para fechar, pôr do sol de catamarã no Rio Potengi ou noite de forró.
Onde comer e o que provar
Camarão
É o ingrediente da cidade: no bobó, na moqueca, no pastel, empanado. O Camarões Potiguar, em Ponta Negra, é o endereço mais conhecido.
Carne de sol e seus acompanhamentos
Vem com paçoca (farofa de carne desfiada, não o doce), feijão-verde cremoso, arroz de leite e queijo de manteiga. O Tábua de Carne serve porções para dividir.
Mangai
Bufê com mais de uma centena de pratos nordestinos, da buchada à cartola.
Farofa d'Água e Páprika
Dois restaurantes com vista para o Morro do Careca. O primeiro mistura cozinha regional e grelhados; o segundo tem pizzas e pratos regionais.
Nau
Frutos do mar combinados com ingredientes do sertão, como manteiga da terra, nata e queijo coalho.
Jabá e Ô Bar
O Jabá tem comida nordestina em ambiente sertanejo. O Ô Bar é bom para famílias, com moquecas, carne de sol na chapa e brinquedoteca.
Caju, cajuína e cartola
O caju vira doce em calda e cajuína, bebida feita com o suco clarificado da fruta. A cartola, de banana com queijo e canela, fecha a refeição.
Picanha do mar
É como chamam o filé de peixe meca grelhado na manteiga do sertão. Vale provar.
Onde ficar
Ponta Negra
A base mais prática: praia, restaurantes, lojas e vida noturna a pé. Tem hotéis de todas as categorias.
Alto de Ponta Negra
Na parte de cima do bairro, ao longo da avenida principal. Mais comércio, bares e restaurantes, a algumas quadras da praia.
Via Costeira
Faixa de resorts pé na areia, com muito lazer e pouca coisa por perto. Para quem quer aproveitar o hotel, principalmente com crianças.
Praia dos Artistas e Areia Preta
Mais perto do centro e dos pontos históricos, com hotéis de frente para o mar e bom custo-benefício.
Camurupim e Touros
Fora da cidade, para sossego. Camurupim fica a 30 km; Touros, a 95 km, tem resort com tudo incluído.
A escolha do hotel depende das datas e do seu perfil: a nossa equipe indica as melhores opções em cada região.
Bom saber
Documentos
RG ou CNH para embarque e check-in. Menores viajam com RG ou certidão de nascimento. Não há exigência de vacina.
Voltagem
220 volts.
Fuso
Horário de Brasília.
Dicas de quem entende
- No bugue, combine antes se quer com ou sem emoção. Contrate bugueiros credenciados e use o cinto.
- Maracajaú e as piscinas naturais dependem da maré baixa. Reserve o passeio de acordo com a tábua de marés.
- Galinhos é o passeio mais longo. Saia cedo e deixe o dia seguinte livre.
- O cajueiro dá fruto entre novembro e janeiro, quando os visitantes podem provar o caju no pé.
- O sol e o vento enganam. Reaplique o protetor e leve chapéu, principalmente nas dunas.
- Castanha de caju, cachaça, garrafinhas de areia colorida e peças de palha de carnaúba são as compras típicas. O Mercado de Ponta Negra e o Centro de Turismo resolvem.
- Pipa tem noite animada e muitas praias. Se o roteiro permitir, durma lá uma ou duas noites.
- Para alugar carro é preciso habilitação válida. As estradas para o litoral norte e sul são boas, mas os acessos às praias podem ser de terra.