Por que ir
Maceió junta duas coisas que nem sempre andam juntas: praia bonita e cidade organizada. A orla urbana tem calçadão, ciclovia, quiosques e um mar verde-claro que, na maré baixa, forma piscinas naturais a poucos minutos de jangada.
A capital também é uma ótima base. Em menos de uma hora se chega à Praia do Francês e ao Gunga, no sul, ou a Paripueira, no norte. Com um pouco mais de estrada, entram Maragogi e São Miguel dos Milagres.
Combina com famílias, que encontram de hotel simples a resort com tudo incluído, e com quem gosta de comer bem: a cozinha mistura sertão e frutos do mar.
O que fazer
Pajuçara
É a praia das jangadas coloridas que levam às piscinas naturais na maré baixa. O nome vem do tupi e quer dizer águas mansas. A orla tem ciclovia, parquinho, hotéis, bares e o Pavilhão do Artesanato.
Ponta Verde
Na maré seca dá para caminhar muitos metros mar adentro. O calçadão reúne as estátuas de Aurélio Buarque de Holanda e Graciliano Ramos, o Marco dos Corais e a Cadeira Gigante. Fica em bairro nobre e a noite é movimentada.
Jatiúca
Praia de mar mais agitado, porque não tem recife segurando as ondas. Em compensação, a orla ferve: barracas de tapioca, bares, pista de corrida e gente passando o tempo todo.
Lagoa da Anta e Jacarecica
Seguindo para o norte, são as praias dos surfistas. Têm ciclovia, pista de corrida e quadras de vôlei e futevôlei.
Garça Torta, Riacho Doce e Praia da Sereia
Mar mais calmo, areia fofa e coqueiros, com bares de praia sem muita agitação. Boa pedida para fugir do movimento da orla central sem sair da cidade.
Ipioca
A última praia de Maceió ao norte é para desacelerar: silêncio, sombra e água morna. Tem pousadas, restaurantes de bom padrão e clubes de praia para passar o dia.
Pontal da Barra
Um dos bairros mais antigos da cidade, conhecido como Bairro das Rendeiras. A renda filé é bordada sobre uma rede esticada no tear, na porta das casas. Vestidos, toalhas e cortinas colorem as fachadas.
Pavilhão do Artesanato
Na orla de Pajuçara, concentra cerca de 150 lojas. Luminárias de cabaça, bolsas de palha e bijuterias de casca de coco são os itens mais típicos.
Museu Théo Brandão
Dedicado à cultura popular alagoana. O acervo tem rendas, cerâmica e figurinos e bonecos gigantes do carnaval.
Jaraguá e os museus do centro
No bairro histórico do Jaraguá fica o Museu da Imagem e do Som, em um prédio neoclássico que já foi alfândega. No centro estão o Museu Palácio Floriano Peixoto, com móveis e objetos do século 19, e o Teatro Deodoro, de 1910.
Mirante de São Gonçalo
Parada clássica dos passeios pela cidade, com vista para o mar e para o porto. Rende boas fotos no fim da tarde.
Passeios e bate-voltas
Praia do Gunga
Ponta de areia entre a Lagoa do Roteiro, o Rio São Miguel e o oceano, cercada por coqueiral. Do mirante se tem a vista mais conhecida. Na praia há bugue até as falésias, catamarã e quadriciclo.
Praia do Francês
A 25 km, em Marechal Deodoro. Tem areia fofa, coqueiros e uma vila simpática com restaurantes e lojinhas. Banana boat, caiaque, mergulho e aula de surfe completam o dia.
Barra de São Miguel
A 35 km, com mar suavizado pela barreira de corais. O dia costuma ser passado em um clube de praia.
Maragogi
São 130 km até as famosas galés, visitadas de lancha na maré baixa. Na praia também há passeio de bugue e de catamarã pela orla. É um dia longo, com saída cedo.
São Miguel dos Milagres
A 92 km, com tempo livre na Praia do Riacho e suas piscinas naturais. O passeio de bugue opcional para na Praia do Marceneiro, na Fonte Milagrosa e no Mirante Alto do Cruzeiro.
Sonho Verde e Carro Quebrado
Praia tranquila em Paripueira, a 30 km. De lá sai o jipe para a Praia do Carro Quebrado, em Barra de Santo Antônio, com falésias coloridas. A região tem cerca de 20 piscinas naturais a 2 km da costa.
Foz do Rio São Francisco
No extremo sul do estado. O barco navega cerca de 13 km entre ilhas e mangues até o encontro do rio com o mar, onde ficam as únicas dunas móveis de Alagoas. Inclui caminhada nas dunas e banho de rio.
Passeio panorâmico
Começa no Jaraguá, sobe ao Mirante de São Gonçalo, segue para uma praia do litoral sul e, na volta, para no Pontal da Barra. Bom para o primeiro dia.
Roteiro sugerido
Passeio panorâmico pela cidade, com Jaraguá, mirante e Pontal da Barra, terminando em uma praia do litoral sul. Jantar na Ponta Verde.
Maragogi e as galés. Saída cedo e volta no fim da tarde. À noite, comida sertaneja.
Jangada às piscinas naturais de Pajuçara na maré baixa, caminhada pela orla e almoço de chiclete de camarão. Fim de tarde no Pavilhão do Artesanato.
Foz do Rio São Francisco: navegação, dunas e banho de rio.
Praia do Gunga, com foto no mirante e bugue até as falésias.
São Miguel dos Milagres ou Sonho Verde com Carro Quebrado, conforme a maré e a disposição.
Onde comer e o que provar
Chiclete de camarão
Camarão flambado e gratinado com vários queijos. O Imperador dos Camarões, em Pajuçara, é o endereço mais conhecido.
Sururu e caldeirada alagoana
O sururu, molusco das lagoas, vira caldo com leite de coco. A caldeirada é uma espécie de moqueca com camarão, peixe, mexilhão e polvo.
Picuí e Bodega do Sertão
Para comida sertaneja. O Picuí, no Jaraguá, serve carne de sol, feijão-verde e pirão de queijo coalho. A Bodega do Sertão, na Jatiúca, tem bufê com dezenas de pratos nordestinos.
Wanchako
Cozinha peruana na Jatiúca, com ceviches de peixe, polvo e camarão.
Akuaba e Divina Gula
O Akuaba mistura as cozinhas afro-baiana e franco-brasileira; o polvo e as moquecas são os mais pedidos. O Divina Gula une sabores nordestinos e mineiros.
Janga e Lopana
Ambos na Ponta Verde. O Janga serve frutos do mar, carnes e massas em porções fartas. O Lopana fica à beira-mar e aposta em pratos regionais.
Tapioca, pé de moleque e passaporte
A tapioca das barracas da orla é obrigatória. O pé de moleque daqui é um bolo de macaxeira, não o doce de amendoim. Passaporte é o sanduíche local com salsicha, frango e tomate.
Maikai
Choperia e casa de shows com forró ao vivo e apresentações folclóricas. Vale conferir a programação da semana.
Onde ficar
Pajuçara
Perto das jangadas, da feira de artesanato e de muitos restaurantes. Boa para primeira viagem e para quem quer fazer tudo a pé.
Ponta Verde
Bairro nobre, com a melhor combinação de praia calma e vida noturna.
Jatiúca e Lagoa da Anta
Mais opções de compras e restaurantes, com mar mais movimentado. Lagoa da Anta é mais tranquila e agrada quem surfa.
Pratagy e Ipioca
Entre 18 e 24 km de Pajuçara, é a região dos resorts com tudo incluído e das praias com piscinas naturais. Indicada para famílias que querem ficar no hotel.
Praia do Francês e Barra de São Miguel
Fora da capital, a 25 e 35 km. Para quem prefere vila de praia e fica perto do Gunga.
A escolha do hotel depende das datas e do seu perfil: a nossa equipe indica as melhores opções em cada região.
Bom saber
Documentos
RG ou CNH para embarcar e se hospedar. Leve também os documentos das crianças. Não há exigência de vacina.
Voltagem
220 volts.
Fuso
Horário de Brasília.
Dicas de quem entende
- Para as piscinas naturais, a maré precisa estar bem baixa, até mais ou menos meio metro. Consulte a tábua de marés da Marinha antes de marcar.
- Jatiúca tem mar mais forte. Com crianças pequenas, prefira Pajuçara e Ponta Verde.
- Maragogi e a Foz do São Francisco são dias longos de estrada. Não marque os dois em sequência.
- Use chinelo ou sapatilha nas piscinas naturais e não pise nos corais.
- Renda filé se compra melhor no Pontal da Barra; lembrancinhas variadas, no Pavilhão do Artesanato.
- Alugar carro dá liberdade para as praias do norte e do sul. É preciso habilitação válida.
- Em junho, os festejos de São João entram na programação da cidade.
- Leve protetor solar, chapéu e muita água. O sol é forte o ano inteiro.